Um homem de 59 anos, que estava internado em um hospital de Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense, para tratamento de um câncer, teve uma surpresa mais do que especial no último domingo. Há 31 dias no local, Antoniel da Silva Raimundo recebeu a visita do seu cachorro zorro.

A entrada de Animais não é permitida no interior do hospital, mas o fato da janela do quarto de Antoniel ter saída para o lado externo do prédio ajudou no reencontro, que também foi possível após uma enfermeira saber da história e aceitar o pedido de troca de leito.

Laíza Francelino Raimundo, filha do paciente, disse que a relação do pai com o bicho de estimação é muito próxima.

Desde a internação, o pet todos os dias aguarda na porta da casa a chegada de Antoniel para recepcioná-lo, assim como fazia quando o dono chegava em casa após um dia de trabalho. Com a ausência do dono, o animal se cansa de esperar e vai dormir ao lado da cama.

Vendo o semblante triste do pai no hospital, que todas as vezes que recebia visita perguntava do cachorro, a filha decidiu fazer uma surpresa no final de semana, que foi bastante emocionante. “O nosso cachorrinho parece que chorou, mas foi de felicidade”, conta Laíza que notou que o pai ficou bastante feliz com a inesperada visita. “Foi um momento tão bom que creio que até o ajudou a sair daquela tristeza”.

Zorro está com a família desde 2013, quando foi doado por uma mulher e desde então é muito próxima a relação entre ele e Antoniel.

As visitas agora ficarão mais complicadas, isso porque Antoniel foi transferido de hospital, que também não permite a entrada de animais e o quarto que ele ocupa não tem saída para a rua.

Procura por pets aumentam na quarentena

O período de isolamento social tem feito aumentar a procura por adoção de animais de estimação, que servem de companhia para as pessoas, principalmente as que vivem sozinhas, durante a quarentena.

Mas antes de pegar um bichinho para criar é importante estar atendo para alguns cuidados, como, por exemplo, considerar a rotina que a família terá após o período de quarentena e assim evitar abandono. Além disso, a solidão da quarentena não deve ser o único motivo a se levar em conta na hora de praticar uma adoção.

Atuando em uma organização não governamental que cuida de 70 animais, entre cães e gatos, Luana Rizzo, de 45 anos, disse que são adotados rigorosos critérios para autorizar a adoção de um animal de estimação e saber se o interessado terá condições de cuidar dele.

Ela disse ainda que é preciso ter uma percepção de que o animal será feliz quando ele olha para o futuro dono. “Essa conexão é a ligação mais forte para definir a adoção (...) Se não tiver esse contato, nós não aprovamos”, disse.

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