José Iran Alves da Silva, de 67 anos, o primeiro preso morto por coronavírus, era hipertenso, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

José Iran morreu no dia 19, na Santa Casa de Sorocaba, cidade do interior paulista. Ele estava internado na unidade desde o dia 9 de abril. A vítima era reeducanda e estava na Penitenciária Antônio de Souza Neto, localizada na mesma cidade do óbito.

No dia da internação, José Iran apresentava febre e falta de ar. Depois de passar pela enfermaria da penitenciária, foi transferido para a Unidade de Pronto Atendimento de Sorocaba. Em seguida, seguiu à Santa Casa.

De acordo com as informações da Secretaria de Segurança Pública, além da hipertensão, José Iran fazia tratamento para a próstata.

Monitoramento

Em função da morte, os outros companheiros de cela de José Iran estão sob monitoramento. A Penitenciária suspendeu o banho de sol e os presos da unidade receberam máscaras de proteção. A Secretaria de Administração Penitenciária realçou que faz avaliações permanentes para enfrentar a covid-19 nos presídios. Se há suspeita, a Vigilância Epidemiológica é notificada e o detento isolado. As medidas de segurança também foram redobradas aos servidores da administração penitenciária.

De quatro casos confirmados nos presídios paulistas, um recebeu alta médica e três estão em tratamento. Outros 51 permanecem em observação.

Levantamento

O levantamento de domingo (19) mostra que o Estado de São Paulo chegou a 1.015 óbitos pela covid-19. Houve pelo menos uma morte em 93 cidades, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde.

Na Capital, são 700 vítimas fatais. Guarulhos registra 28 e Osasco 27. São Bernardo do Campo (20) e Santo André (12) são os outros municípios paulistas com o maior número de mortes pelo novo coronavírus.

Santos, no litoral paulista, anotou 19 mortes. São 5,6 mil pessoas internadas em hospitais do Estado. O número de casos confirmados é de 14.267 distribuídos em 228 cidades. Das vítimas contabilizadas até aqui, 599 são homens e 416 mulheres. Pacientes com mais de 60 anos apresentam mais de 78% das mortes.

Entre 70 e 79 anos são 269 mortes. De 60 a 69 anos, 225 e de 80 a 99 anos foram 218 óbitos.

Ainda no Estado de São Paulo, morreram 87 pessoas com mais de 90 anos.

Entre 50 e 59 anos foram registradas 114 mortes; de 40 a 49 anos foram 58 ocorrências de morte. O balanço mostra que 33 pessoas entre 30 e 39 anos também morreram e oito entre 20 e 29 anos. De 10 a 19 anos, foram três mortes.

Os fatores que se associaram as mortes, segundo a Secretaria de Estado da Saúde foram cardiopatia com 62,9% dos óbitos, diabetes mellitus, com 42,8% dos casos, pneumopatia, com 14,7% das mortes e doença neurológica respondeu por 12,1% das ocorrências fatais.

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