O cadáver de um homem, dado há dois anos como desaparecido, foi encontrado nesta segunda-feira (18). O corpo de Joel Teles estava enterrado no quintal de sua própria casa, no Parque Tremendão, em Goiânia. Os policiais chegaram até o local após receberem uma denúncia anônima, afirmando que a mulher da vítima havia o matado e o sepultado.

Kátia Soares, de 38 anos, que chegou a ser presa, mas responde em liberdade, confessou ter matado a vítima a facadas e ocultado o cadáver com a ajuda de outro homem. Ela alegou que era agredida e que na época agiu em legítima defesa.

Familiares souberam do crime apenas pela televisão e ficaram chocados com a frieza da ex-mulher, que quando questionada sobre o paradeiro do homem, dizia que ele tinha ido morar no Acre.

A versão de Kátia

A delegada Marcella Orçai, responsável pela investigação do caso, disse ao portal G1 que em seu depoimento, Kátia relatou que era agredida pelo ex-companheiro. Ela seguiu dizendo que no dia do crime, o casal discutiu e Joel havia tentado enforcá-la.

A mulher, para se defender, pegou uma faca de cozinha que estava na pia e deu uma facada no peito do homem. Em seguida, ela o continuou golpeando com a faca, mas não se lembra quantas outras facadas deu nele.

Posteriormente, com a ajuda de um usuário de drogas, que já está morto, ela pegou o corpo e enterrou no jardim da casa em que eles moravam.

Kátia disse ainda em seu depoimento que o marido era violento e que não aguentava mais suas agressões contra ela e as três filhas, com idade entre sete e 20 anos, sendo que as duas mais novas são filhas do casal.

Ela responderá por homicídio e ocultação de cadáver e poderá pegar, caso não fique comprovada a legítima defesa, de seis a 20 anos de prisão apenas pelo primeiro crime. Já a pena para ocultação de cadáver é de até três anos de cadeia.

Família indignada

Os familiares de Joel disseram que Kátia, mesmo após o desaparecimento do marido, seguiu morando no imóvel e em pouco tempo já estava namorando outra pessoa.

Eles contaram ainda que a suspeita organizava festas com os amigos no local.

Eles questionaram Kátia sobre o sumiço do parente e a mulher respondia que eles haviam se divorciado e que o homem teria se mudado para o Acre, onde foi buscar trabalho. A versão não chegou a ser totalmente contestada pela família, uma vez que ele mesmo havia manifestado o desejo de ir trabalhar no Norte.

“Chorei muito porque a gente não esperava isso. Isso que ela fez foi cruel”, disse uma parente que não quis se identificar. “Por que ela não matou ele e chamou a Polícia, se foi legítima defesa?”, questiona. “Os parentes tinham direito de fazer velório digno”, afirmou a mulher, que pede por justiça.

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