Uma família que se preparava para velar uma parente teve uma dupla surpresa ao abrir o caixão, na última sexta-feira (1º). No lugar de uma idosa de 68 anos, que teria morrido em virtude da Covid-19, estava o corpo de outra pessoa. Posteriormente, eles ainda descobriram que a parente estava viva. O caso aconteceu em Belém, no Pará.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Pará, o equívoco foi reflexo da falta de estrutura que não tem dado conta de lidar com o número de doentes no estado por causa da pandemia do novo coronavírus. Em apenas uma semana, o número de mortes no estado provocado pela Covid-19 aumentou 222%.

Cor dos cabelos evitou enterro do corpo errado

Na última quinta-feira (30), a idosa Maria da Conceição Oliveira, de 68 anos, deu entrada no Hospital Abelardo Santos, em Belém, e seu exame para Covid-19 deu positivo. Após a internação, os familiares não receberam mais notícias da paciente.

No dia seguinte, 1º de maio, os familiares receberem a certidão de óbito de Maria e um carro funerário levou o caixão até a casa e os funcionários ainda os orientaram a não abrir o caixão. No entanto, uma pergunta, que seria apenas para saciar a curiosidade de um familiar, levantou dúvidas se era realmente a idosa que estava no caixão.

Um dos filhos perguntou ao funcionário da funerária como a mãe estava no caixão e o homem respondeu que ela estava de bata vermelha e cabelos brancos.

No entanto, ninguém da família havia enviado bata vermelha e a idosa não tinha cabelos brancos. Nisso, um dos netos tomou coragem e abriu o caixão. “Foi um susto terrível, era uma senhora morena, com tubo na boca”, disse Tallya Fernandes, parente de Maria Conceição.

Imagens feitas por telefones celulares mostrou a indignação dos parentes com os funcionários da funerária.

Idosa estava viva e se recupera

Depois de descobrir que se tratava do corpo errado, os familiares foram até o hospital para saber o que de fato aconteceu com a idosa.

Depois de muita insistência, um neto foi autorizado a entrar no lugar onde ficam os corpos e depois de ver cerca de 30 cadáveres, correndo inclusive o risco de contaminação, ele não encontrou o corpo da avó.

“Ele teve que ver mais de 30 cadáveres, um por um, correu risco, e não encontrou a avó” lembrou Tallya.

Com a ajuda de uma enfermeira, eles conseguiram localizar a idosa, que por meio de uma chamada de vídeo disse que estava viva. “Foi uma alegria e uma certa indignação pelo que aconteceu”, afirma Tallya que chamou a atenção para o risco de Conceição acabar sendo enterrada como indigente.

De acordo com os familiares, Maria está apresentando melhora e tomografias revelaram avanço na recuperação dos pulmões. A paciente já até caminhou pelo quarto.

Por conta do erro do hospital a família registrou boletim de ocorrência.

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