Na última terça-feira (2), um menino de 5 anos, chamado Miguel Otávio Santana da Silva, veio a óbito após cair do 9º andar de um edifício no centro do Recife. Segundo a Polícia Militar, o menino passava o dia com a mãe no Condomínio Píer Maurício de Nassau. Mirtes Renata, mãe de Miguel, trabalhava como empregada doméstica no prédio. De acordo com o G1, inicialmente, peritos trataram o caso como um acidente, já que o menino teria ido até o elevador sozinho à procura da mãe. Porém, após analisarem as imagens de segurança, policiais prenderam em flagrante a empregadora da mãe do menino. A mulher, que não teve a identidade divulgada, foi autuada por homicídio culposo, por ter sido negligente ao deixar a criança sair do apartamento.

Após pagar uma fiança no valor de R$ 20 mil, a empregadora foi liberada e, segundo a polícia, responderá pelo processo em liberdade. Durante o velório do menino em Recife, familiares de Miguel se mostraram revoltados com as circunstâncias de sua morte.

Câmeras flagraram menino no elevador

Ainda de acordo com o G1, policiais responsáveis pelo caso afirmaram que o acidente teria ocorrido enquanto Miguel procurava pela mãe no prédio. A empregada doméstica havia saído para passear com o cachorro da família para quem trabalhava. Durante uma coletiva de imprensa, a polícia ressaltou que a empregadora seria a responsável pela "guarda momentânea" da criança no período da ausência de sua mãe, e que, desta forma, seria a responsável por sua vigilância.

Por esta razão, a mulher foi indiciada por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

O delegado responsável pelo caso afirmou que, através das imagens das câmeras de segurança do elevador, pôde-se observar que a empregadora permitiu que Miguel tivesse acesso ao equipamento e que ainda teria apertado botões no alto do painel.

Peritos analisaram o prédio e afirmaram que o menino teria escalado um ar-condicionado e se projetado do alto do prédio ao visualizar a mãe passeando com o cão. Miguel teria caído de uma altura de mais de 30 metros.

Velório marcado por revolta

O velório do menino Miguel Otávio ocorreu no distrito de Bonança, em Moreno, no Grande Recife.

O momento foi de comoção e revolta. Familiares da criança concederam entrevista e atribuíram a culpa pela morte da Miguel à empregadora de sua mãe. Lourdes Cristina, tia da criança, afirmou que no apartamento estariam a empregadora de Mirtes Renata, e sua manicure, e que as duas teriam se mostrado omissas ao choro do menino, não contactando sua mãe. Muito emocionados, os pais de Miguel preferiram não gravarem entrevistas. O menino foi sepultado no mesmo local que um tio.

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