Um menino de 11 anos foi feito refém por mais de quatro horas por um fugitivo nesta terça-feira (9), no Bairro Vera Cruz, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia, o homem, que não teve sua identidade revelada, cumpria pena em um presídio, mas ganhou o direito a prisão domiciliar por causa da pandemia do coronavírus.

O homem havia ido até Passo Fundo para visitar uma irmã quando, por volta das 11h, foi abordado pela Brigada Militar na avenida Rio Branco. Havia um mandado de prisão contra ele expedido pela Comarca de Santa Maria.

Para tentar escapar, ele invadiu uma casa, na rua Dona Elisa, onde estava uma mulher, seu filho de 11 anos e sua filha de seis anos.

Ele disse a ela que havia sido vítima de um assalto e pegou o menino, passando a ameaçá-lo com uma faca. “Ele simplesmente invadiu a minha casa e pegou o meu filho”, disse a mãe do menino, ainda muito abalada.

Ela conta ainda que quando os policiais chegaram, a menina conseguiu fugir passando debaixo das pernas dele, mas quando ela foi entrar para pegar o filho, o homem a empurrou para fora. A mulher disse ainda que viu o fugitivo ameaçar o garoto com uma faca. O homem não é conhecido da família.

Exigências do sequestrador

Durante o tempo em que permaneceu com o menino, o suspeito fez uma série de exigências. A primeira delas foi que fossem entregues duas marmitas, uma para ele e outra para o refém, além de um casaco.

Ele também pediu a presença da imprensa, um advogado e que sua mãe comparecesse ao local.

Apesar de todos os pedidos terem sido atendidos, a negociação demorou algumas horas, até que por volta das 15h20, o homem concordou em se entregar e libertar o menino, que não sofreu ferimentos. Ele se entregou de forma pacífica, não havendo a necessidade de invadir o imóvel.

Preso em flagrante, ele foi encaminhado para a delegacia da cidade, onde foi registrada a ocorrência, e posteriormente levado ao Presídio Regional de Passo Fundo. O menino foi levado até uma ambulância onde passou por avaliação.

Ocorrência gerou grande mobilização

O cárcere privado provocou uma grande mobilização.

Soldados do Bope de Porto Alegre foram enviados a cidade de helicóptero para atuarem no caso. Viaturas do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também estiveram de plantão no local para dar suporte, além de agentes da Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA).

O trânsito na quadra onde está situada a casa precisou ser desviado e a ocorrência também atraiu um grande número de curiosos, que se aglomeraram nas proximidades.

O tenente-coronel Volnei Ceolin, afirmou que em alguns momentos a negociação chegou a ser tensa e em outros foi mais tranquila.

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