A doméstica Valéria Muniz de Carvalho, de 52 anos, que foi encontrada no IML após ter desaparecido de uma unidade hospitalar no Rio de Janeiro, morreu devido a uma hemorragia internada provocada por violência. As informações foram passadas pela família da paciente ao portal de notícias UOL. Vânia Muniz, irmã da paciente, contou ao portal que o laudo realizado em Valéria apontou que a doméstica foi vítima de uma hemorragia interna.

Segundo Vânia, sua irmã tinha manchas roxas espalhadas por todo o corpo, “hematoma no queixo, braço” e até “na parte de trás do corpo”. Muniz conta que até o momento, a família de Valéria ainda não tem conhecimento do que realmente aconteceu com a doméstica.

Vânia diz que o que eles sabem é que Valéria deixou a unidade hospitalar “para morrer”.

Relembre o caso

Valéria Muniz deu entrada no Hospital Salgado Filho com uma fratura no calcanhar na última quinta-feira (17), e deixou a unidade sozinha, dois dias depois, no sábado (19). Câmeras de segurança do hospital flagraram a paciente circulando no hospital ainda com o pé enfaixado. Valéria deixou a unidade caminhando pela saída de emergência, tudo isso sem ser abordada por nenhum funcionário do local. Além disso, segundo familiares, eles não foram comunicados que a doméstica havia deixado o hospital. Depois que a família teve conhecimento do desaparecimento da paciente, deu início às buscas e o corpo de Muniz foi encontrado pouco tempo depois no IML (Instituto Médico Legal).

Secretaria diz que Valéria saiu por vontade própria

Através de uma nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde comentou o caso de Valéria Muniz, e voltou a ressaltar que a paciente deixou o hospital por conta própria. Segundo a nota, o Hospital Municipal Salgado Filho “lamenta a morte” da paciente e, inclusive, já cedeu à Justiça as imagens das câmeras de segurança que flagraram Valéria.

A Secretaria de Saúde afirma ainda que Valéria era maior de idade, estava lúcida e deixou o hospital sem nenhuma autorização ou alta médica. A nota ainda ressalta que não foi assinado um “termo de responsabilidade”, conhecido como “alta a pedido”–documento assinado quando é realizado um acordo entre o paciente e a direção do hospital.

Ainda em nota, a Secretaria afirma que a unidade de saúde conta com vigilantes que controlam os acessos em todas as entradas ou saídas do hospital. Além disso, eles também afirmam que, em casos como o de Valéria, eles não podem obrigar o paciente a permanecer na unidade contra a própria vontade. Contudo, a pasta ressalta que há algumas exceções em casos de pacientes da Saúde Mental, aqueles que apresentam desorientação devido às medicações, crianças e idosos.

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