Diogo da Silva Leite saiu com a filha de sua companheira na manhã de terça-feira (13) para tentar marcar uma consulta para um irmão da vítima. Morador de Pindamonhangaba, no interior de SP, o homem registrou um boletim de ocorrência por volta das 22h dizendo que a menina Maria Clara de Souza Galvão havia desaparecido.

Ele contou que estava em um ponto de ônibus na região central da cidade por volta das 11h, quando precisou ir a um banheiro e deixou a menina na companhia de um homem. Ele disse que quando voltou não encontrou nenhum dos dois e passou seis horas procurando pela criança, até que resolveu procurar a polícia.

Os investigadores desconfiaram da versão dada pelo homem e questionaram o seu depoimento, ainda mais pelo fato de câmeras de segurança centrais terem desmentido o mesmo e nenhuma testemunha ter aparecido para dizer que tinha visto ele deixar a menina com um desconhecido.

Homem confessa crime e corpo é encontrado

Segundo a Polícia, diante dos questionamentos dos investigadores e das imagens terem desmentido-o, o homem resolveu confessar que tinha matado a criança e levou os policiais até o corpo da vítima. Além disso, uma testemunha contou que viu o homem passar com a bebê de bicicleta na rodovia. O corpo de Maria foi localizado degolado na tarde desta quarta-feira (14), abandonado em uma trilha às margens de uma estrada de Quiririm.

Na manhã do suposto desaparecimento, Diogo pegou a menina e ao invés de ir em direção à cidade de Pindamonhangaba, pegou a rodovia Floriano Rodrigues, em direção a Taubaté. O homem estava em uma bicicleta com a bebê e no acesso de Quiririm, ele pulou uma cerca de arame farpado e, após caminhar por uma trilha de mata, usou uma faca para tirar a vida da enteada.

O corpo e a cabeça da menina estavam juntos, assim como a cadeirinha e a roupa que estava usando. Ele não chegou a enterrar o corpo da vítima. Diogo tinha passagem na polícia por tráfico de drogas.

Renata Costilhas, responsável pelas investigações, disse que o homem confessou o crime na frente da esposa e mãe da menina, com quem morava e que se encontra grávida de oito meses e é mãe de outras duas crianças.

Adriana Batista se desesperou e chorou muito ao ouvir que o marido tinha matado a sua filha. Ela questionou o suspeito do porquê tinha feito isso com a menina, mas o homem não deu nenhuma razão e disse que não sabia o motivo de ter matado a bebê. Steve, o pai da criança, disse que o olhar do homem dizia que ele tinha matado a sua filha.

Diogo teve a sua prisão temporária decretada e após depoimento foi transferido para o Centro de Triagem de Taubaté. O corpo da menina foi levado para a cidade de Taubaté, onde passaria por exames no Instituto Médico Legal. Populares revoltados com o crime brutal, colocaram fogo na casa onde o suspeito morava no bairro Araretama. O Corpo de Bombeiros foi até o local apagar as chamas e ninguém ficou ferido.

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