Depois da repercussão dos gastos do Ministério da Defesa (R$ 632 milhões) com despesas que incluem leite condensado e chicletes, agora, repercute a notícia dos valores vultuosos pagos em cerveja e picanha pelo Governo federal.

De acordo com levantamento de deputados do PSB, as Forças Armadas compraram cerca de 700 toneladas de picanha e 80 mil unidades de cerveja, incluindo latas e garrafas, em 2020. Os deputados afirmam ainda que os produtos foram adquiridos de forma superfaturada, com valores que chegam a estar 60% acima do praticado no mercado. As compras ainda incluem 1,3 toneladas de carvão.

Dentre as cervejas adquiridas, estão marcas premium, como Stella Artois, Heiniken e Eisenbahn.

Ainda segundo os deputados, uma mostra do superfaturamento está na aquisição de latas de 350 ml da cerveja Bohemia Puro Malte, que foram compradas por R$ 4,33 no valor unitário e podem ser encontradas no supermercado a R$ 2,59.

Foram autorizados em 2020 a compra de 570 toneladas de picanha para o Exército, 88 toneladas para a Marinha e 76 toneladas para a Aeronáutica. Além disso, foram comprados com dinheiro público 62 toneladas de miolo de alcatra, no valor de R$ 82,37 o quilo. Em alguns casos a picanha foi adquirida a R$ 84,14 kg.

No montante, estima-se que foram R$ 28 milhões em licitações para compra de picanha e cerveja apenas no ano passado.

Denúncia é enviada à Procuradoria Geral da República

Nove deputados do PSB encaminharam denúncia a Procuradoria Geral da República (PGR). Os parlamentares afirmam que há uso indevido de recursos públicos e superfaturamento.

O autor da denúncia, deputado Elias Vaz (PSB), explica o embasamento da denúncia.

“A questão do princípio fundamental da moralidade pública, há uma quebra desse princípio.

Além disso, encontramos indícios muito fortes de superfaturamento. É inexplicável em todos os aspectos. O país está vivendo momento de dificuldade”, afirmou o parlamentar em entrevista à TV Cultura.

Ministério da Defesa sobre o caso

O Ministério da Defesa informou que espera pela notificação da PGR e eventuais irregularidades serão apuradas com rigor.

A pasta ainda se justifica que esta é forma de prover alimentação balanceada de 370 mil militares da ativa, uma vez que eles não recebem auxílio-alimentação.

Bolsonaro já disse que o país está quebrado

Este tipo de gasto gera indagações, já que o presidente Jair Bolsonaro disse no mês passado que o país não tem recursos financeiros.

"O Brasil tá quebrado e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do imposto de renda...esse vírus potencializado por essa mídia sem caráter que nós temos. É um trabalho incessante pra tentar desgastar, pra retirar a gente daqui, pra atender os interesses escusos da mídia", disse o presidente a apoiadores na saída do Palácio do Planalto.

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