Na trilha do pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente Jair Bolsonaro promoveu trocas de outros cinco ministros do seu Governo.

A saída de Ernesto Araújo, nesta segunda-feira (29), vinha sendo solicitada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Juntamente com outras lideranças, ambos demonstraram insatisfações pela maneira com que Araújo conduzia as negociações com países como a China, para obtenção de vacinas nesta pandemia do novo coronavírus.

França no lugar de Ernesto Araújo

A vacância do embaixador no Ministério de Relações Exteriores será preenchida pelo diplomata de carreira Carlos Alberto Franco França.

Até então, Franco desenvolvia atividades no cerimonial do Itamaraty. As outras mudanças foram focadas por Bolsonaro na Casa Civil, Secretaria de Governo, Ministério da Defesa, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União (AGU).

Ainda segundo o G1, esta reforma ministerial envolvendo o primeiro escalão do governo foi confirmada através da emissão de uma nota pela Secretaria de Comunicação Social, ligada ao Ministério das Comunicações.

O presidente Bolsonaro nomeou para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública o delegado da Polícia Federal Anderson Torres.

Como delegado, Torres desempenhava a função de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, em Brasília.

Ele sentará na cadeira de André Mendonça, que Bolsonaro está reenviando à Advocacia-Geral da União (AGU).Para isso, seu atual ministro-chefe, José Levi, deixará o cargo na AGU. A Casa Civil da Presidência da República será chefiada pelo general da reserva Luiz Eduardo Ramos, atual ministro da Secretaria de Governo.

Neste caso, Ramos passará a ocupar o lugar do também general da reserva Braga Netto, enquanto que este se ocupará de atividades à frente do Ministério da Defesa, antes comandado pelo general da reserva Fernando Azevedo e Silva.

Mulher entra no governo

Nesta continuidade do desligamento de Ernesto Araújo, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), configurando-se como a única mulher integrante deste complexo de mudança ministerial, foi designada para a Secretaria de Governo da Presidência.

Anteriormente, a pasta era conduzida pelo general Luiz Eduardo Ramos.

A saída do ministro Ernesto Araújo ocorre após ele protagonizar desentendimentos com a senadora Kátia Abreu (PP/TO) no último fim de semana.

As alterações das funções comunicadas pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) foram confirmadas pelo próprio presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais. Bolsonaro confirmou também que as nomeações e demissões serão publicadas no Diário oficial da União (DOU).

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