Quem tem um Fiat Palio na garagem agora já pode se considerar um colecionador de Automóveis clássicos. Depois de mais de duas décadas de fabricação e 3 milhões de unidades vendidas, na quinta-feira, dia 22, o compacto desapareceu do site da Fiat, que confirmou o adeus.

Confira abaixo a linha do tempo desse carro que vai ficar marcado na história da indústria automotiva brasileira:

O início…

Circulando pelas ruas brasileiras desde 1996, o Palio foi o primeiro carro mundial da Fiat a estrear no país.

Ele entrou no mercado para desbancar o Volkswagen Gol (eventualmente, conseguiu) em versões que iam do basicão 1.0 de duas portas ao mais bem motorizado e equipado. Outros concorrentes eram o Chevrolet Corsa e o Ford Fiesta.

Curvilíneo, o hatch era um possível substituto para o quadradão Mille, que a Fiat só tirou do mercado quando a lei passou a obrigar airbags para todos os automóveis. Aliás, o Palio foi o primeiro carro a oferecer versões que tinham, ao mesmo tempo, motores 1.0, airbags e freios ABS.

No ano seguinte, vieram a perua Weekend, o sedã Siena e, em 1998, a picape Strada e o Siena 1.0. Esses membros da família ainda seguem em produção. A Strada, por sinal, é líder de vendas em sua categoria praticamente desde que surgiu no mercado.

Em 1999, o Palio Citymatic trouxe a novidade do câmbio manual sem embreagem. A mecânica foi oferecida inclusive para modelos 1.0 — outra inovação. Outras novidades foram o Adventure e a Strada com cabine estendida.

… o meio…

2001 viu a primeira reestilização do Palio e 2002 o surgimento da linha popular Fire, uma das mais baratas do Brasil. O ano de 2003 trouxe os motores flex, que virariam tendência mais tarde.

Em 2004, o carro recebeu outro facelift e, provavelmente, sua encarnação mais bonita. Ela trazia um painel novo, mais relevos na carroceria, além de grades e entradas de ar mais evidentes. Até mesmo o modelo mais basicão tinha características de esportivo.

No entanto, o esportivo mesmo veio em uma parceria com a GM no motor 1.8. Com suas faixas escuras nas laterais da lataria, máscara negra nos faróis e cintos de segurança vermelhos, o Palio 1.8R era um sucessor espiritual do saudoso Uno 1.5R.

A reestilização seguinte deixou a carroceria mais simples, voltando a dar um ar mais popular para o carro. Isso definitivamente não agradou o público, forçando a Fiat a voltar a oferecer a “cara” anterior nos modelos de entrada.

Já 2011 trouxe uma nova geração, batizada de Novo Palio, com plataforma e visual bem diferentes das versões anteriores, além de uma melhora tecnológica. O carro deu uma crescidinha e o modelo Sporting vinha com motor 1.6 16V E.torQ, que substituiu os 1.8 da Chevrolet, além do câmbio Dualogic.

Enquanto isso, a linha Fire foi a principal responsável por tornar o Palio líder do mercado nacional, em 2014. No ano seguinte, foi desbancado pelo Chevrolet Onix.

… e o fim

Para que o consumidor brasileiro não percebesse, a despedida do Palio foi gradual. Primeiramente, a Fiat parou de produzir as linhas que não fossem 1.0. Desde o início de 2017, também deixou de produzir os modelos feitos para frotistas Fire e Way.

O principal motivo para a despedida seria a chegada de um novo hatch nas linhas de montagem da marca. O Fiat Argo, que, inicialmente, veio para substituir o Punto, tem também uma linha mais popular, a 1.0 Firefly, para competir entre os compactos premium.

O Cronos, por sua vez, veio no lugar do Linea, mas, provavelmente, também tirará o Siena de circulação. Com isso, o Mobi e o Uno (que não é mais “Novo” há muito tempo) passaram a ser as opções de entrada da montadora. E a vida segue…

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