O Prêmio Ignobel é um reconhecimento dado às descobertas científicas mais exóticas do ano. A premiação ocorre anualmente durante o outono, no Sanders Theatre, em Harvard, nos Estados Unidos. O nome é um trocadilho com as palavras Nobel, referindo-se ao famoso prêmio Nobel, e "ignoble", ou ignóbil em português, que quer dizer infame.

Segundo os próprios criadores, são premiados os trabalhos científicos que primeiro fazem rir, e depois pensar. A ideia é premiar os trabalhos mais bizarros em cada área, tais como física, química, biologia, economia, anatomia, paz, cognição, entre outros.

O prêmio foi criado pela revista "Annuals of Improbable Research" (“Publicação Anual da Pesquisa Improvável”) com a ideia de evidenciar pesquisas raras com um tom de humor, atraindo o interesse do público para a Ciência e a Tecnologia, além de valorizar a imaginação dos pesquisadores envolvidos e entusiastas.

Confira os destaques da edição de 2017

1) O prêmio da categoria de economia foi para o australiano Matthew Rockloff e a americana Nancy Greer. Os autores publicaram um estudo mostrando a relação entre o contato com um crocodilo vivo e disposição das pessoas a apostarem mais. Segundo o estudo, esse contato pode aumentar as apostas, desde que não seja associado a uma experiência traumática.

2) Na área de dinâmica dos fluidos, o prêmio foi para a sul-coreana Jiwon Han, que publicou um estudo do comportamento do líquido dentro de uma xícara de café quando a pessoa que a está segurando está andando para trás.

3) O prêmio de anatomia foi para o Reino Unido. Você alguma vez já deve ter se perguntado por que os idosos têm as orelhas grandes. O autor James Heathcote publicou um artigo exatamente sobre esse assunto.

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4) Já o trabalho premiado na área de biologia teve como um dos autores o brasileiro Rodrigo Ferreira, que junto com os japoneses Kazunori Yoshizawa e Yoshitaka Kamimura e o suíço Charles Lienhard, descobriu um inseto em uma caverna que tem um pênis feminino e uma vagina masculina.

5) Um dos trabalhos mais bizarros foi o dos espanhóis Marisa López-Teijón, Álex García-Faura, Alberto Prats-Galino e Luis Pallarés Aniorte, que receberam o prêmio na área de obstetrícia por demonstrarem que um feto humano em desenvolvimento reage mais fortemente à música quando tocada dentro da vagina da mãe do que quando tocada sobre sua barriga.

Essa foi a edição de número 27 do evento, que ocorreu no dia 14 de setembro e contou também com a presença de participantes do verdadeiro Prêmio Nobel.