Muitos pais já se questionaram o que fazer com os dentes de leite dos filhos quando eles caem? Alguns deles resolvem guardar de recordação e até fazem pingentes para correntes. Entretanto, o que os pais não sabem é que o dente de leite possuiu uma importante utilidade [VIDEO]. Por isso, o ideal seria sempre armazená-los de forma correta e utilizar se a criança vier a necessitar de um tratamento de Saúde futuramente.

A nova orientação para armazenar os dentes de leite vem sendo dada pelos médicos porque, com os avanços da ciência, descobriu que existem Células-tronco mesenquimais nos dentes de leite, que seriam armazenadas durante o processo de trocas de dentição da criança.

Essas células-tronco seriam aquelas que possuem a capacidade de se transformar em tecidos distintos, ou seja, através de pesquisas ficou evidenciado que as células-tronco mesenquimais podem originar novos tecidos como músculos, cartilagens e ossos [VIDEO].

A coleta dessas células é realizada na polpa do dente de leite, que é a parte encontrada no centro da raiz do dente. Segundo Mariane Secco, que é diretora científica da StemCorp e mãe de Matheus, em entrevista concedida para a revista Pais & Filhos, a opção de realizar a coleta utilizando os dentes de leite dos filhos é mais indicada para os pais que não a realizaram a coleta logo após o parto, através do tecido do cordão umbilical, que é a outra fonte conhecida desse tipo de células-tronco. Mariane afirma ainda que os pais devem colocar o dente de leite no recipiente que é fornecido pelas empresas especializadas na coleta e o enviem para os laboratórios.

Os pais podem também armazenar esse dente em uma caixa térmica com gelo, para manter a temperatura, e doá-los para as faculdades de odontologia.

As células-tronco são utilizadas no tratamento de muitas doenças, entre elas a diabetes e o lúpus. Mariane afirmou que as células são de grande importância para reparação e manutenção do organismo do ser humano. O armazenamento do material cria um estoque que eventualmente poderá ser utilizado no tratamento de muitas doenças que venham a surgir futuramente.

As células-tronco que ficam no corpo acabam envelhecendo e perdem a capacidade de diferenciação dos tecidos. Ficando no corpo, elas também se sujeitam a mutações em seu DNA, bem como a infecções por bactérias e vírus. Dessa forma, se coletadas e armazenadas o quanto antes, as células-tronco permanecem com a idade do período em que foram coletadas.