Autoridades de Moçambique se prepararam para epidemias, classificadas como inevitáveis, devido às doenças cujo contágio pode ocorrer por meio da água que inundou o país após a passagem do ciclone Idai no último sábado (23). Entre essas doenças figura a cólera, que pode vir a afetar alguns milhares de sobreviventes.

Devido à redução do nível da água, os socorristas estão dando prosseguimento às suas operações de distribuição alimentícia e de reconstrução de estradas.

O governo de Moçambique e agências humanitárias, como a ONU, entretanto, apontam para o risco dessas doenças, que são consideradas inevitáveis, segundo o ministro Celso Correia. Ele já anunciou que haverá um centro de tratamento exclusivo para a cólera, considerada a doença com a maior possibilidade de aparecimento nessa situação. Não é ignorada também a possibilidade de que alguns casos de malária surjam nas regiões afetadas pelo Idai.

Embora a Cruz Vermelha tenha anunciado na última sexta-feira (22) os primeiros casos de cólera em Moçambique, eles não foram confirmados pela ONU e tampouco pelo governo da Maputo, capital do país, que apontam a não existência de casos registrados até o presente momento. Sebastian Rhodes Stampa, coordenador do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), destacou que atualmente são procurados meios de lidar com a iminência das doenças transmitidas pela água.

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Dessa forma, as localidades contarão com a presença de centros voltados para detectar e cuidar de tais mazelas de modo que a situação seja contida o mais rápido possível.

No momento, em Moçambique, cerca de 100 mil pessoas estão alojadas em abrigos improvisados em escolas. Os sobreviventes da cidade de Beira, por sua vez, procuram meios de receber alimentos e roupas ao mesmo tempo em que a Cruz Vermelha busca reunir famílias de sobreviventes que foram separadas durante o ciclone.

Estima-se que o número de mortos em Moçambique seja de 446

Somente em Moçambique, um dos três países a ser atingido pelo ciclone Idai, o número de mortos estimados está em 446, de acordo com o ministro do Meio Ambiente local, Celso Correia. Além disso, ele também informou que o número de pessoas atingidas pelo fenômeno natural foi de 531 mil, dos quais 110 mil viviam no campo.

Além de fazer vítimas em território moçambicano, o Idai também matou por volta de 259 pessoas no Zimbábue e 56 pessoas no Malaui em decorrência das chuvas que antecederam a sua passagem.

Portanto, o total de mortos causados pelo ciclone atualmente está em 761. De acordo com o OCHA, esse saldo ainda pode subir devido ao acesso recém conquistado a regiões às quais antes a chegada era impossível.

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