A pandemia do coronavírus tem deixado muitos cientistas ocupados em vários países, dentre eles está os brasileiros. Neste domingo (22), foi divulgado pela farmacêutica multinacional brasileira EMS a possibilidade de realização de novos estudos para curar as infecções provocadas pelo coronavírus.

O coronavírus é caracterizado por uma família de vírus que ataca diretamente os pulmões podendo ou não ser fatal. Contudo, seu contágio acontece de forma rápida e tem se dissipado por todo o globo terrestre.

A EMS, de São Paulo, está prestes a fazer os estudos clínicos com hidroxicloroquina em pacientes voluntários e até naqueles que estão com quadros críticos de infecção pelo novo coronavírus no país. A rede de Saúde particular Prevent Senior também informou sobre os novos testes de modo experimental e com a autorização da família.

O novo coronavírus, surgiu na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019, e até o momento atual tem provocado uma pandemia mundial que já matou aproximadamente 11 mil pessoas em todo o mundo.

Só na Itália os números estão próximos a 5 mil. Diante do caos, cientistas de vários países trabalham constantemente para conter a disseminação do vírus de forma eficaz.

Cientistas brasileiros também procuram um meio de parar a doença através de substâncias farmacêuticas e tem encontrado na hidroxicloroquina a oportunidade e a esperança de sanar as mortes. A hidroxicloroquina é um medicamento utilizado para tratar doenças como a malária, o lúpus e a artrite reumatoide.

Contudo, a substância só começou a ganhar notoriedade quando Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, solicitou que o órgão federal de regulamentação do país fosse mais ágil quanto a aprovação do uso do medicamento para o tratamento dos americanos infectados pelo coronavírus.

Hospitais abertos aos testes no combate ao coronavírus

Roberto Amazonas, diretor médico-científico da EMS, afirmou que realizou uma parceria com o Hospital Albert Einstein – SP e que aguarda o estabelecimento do protocolo exigido para iniciar a administração da dosagem do medicamento nos pacientes que apresentam quadro de infecção por coronavírus.

A medida aguarda a permissão do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), que trabalha em conjunto com o Conselho Nacional de Saúde. Acredita-se que em até 30 dias será iniciado os testes clínicos nos pacientes.

Orientações sobre a hidroxicloroquina

Roberto Amazonas, afirmou que as primeiras doses serão dadas a pacientes voluntários que estejam em estado crítico da infecção provocado pelo coronavírus e salientou que já está elaborando um novo protocolo que inclua pessoas com quadros moderados da doença. De acordo com Amazonas, a EMS doará os medicamentos ao Hospital Albert Einstein para realizar os primeiros testes, mas almeja novas parceiras com outros centros clínicos em todo o país, para que haja a expansão dos estudos, de modo que, se obtenha o mais rápido possível os resultados dos testes.

O total de pacientes aceitos como voluntários para realizar os testes é de 500 a 600 pessoas que serão divididas em dois grupos. O primeiro grupo será tratado somente com hidroxicloroquina por 10 dias e o segundo será tratado pelo mesmo período de tempo, porém administrando hidroxicloroquina juntamente com azitromicina que já é utilizada para tratar infecções respiratórias.

Quanto tempo até liberação?

De acordo com Amazonas, os resultados podem sair em até 60 dias. Isso porque após os testes serão necessários fazer novas coletas de dados, para analisar estatisticamente os resultados e só então submetê-los a avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que dará ou não a aprovação do medicamento.

Portanto, não é possível estabelecer um prazo para comercialização do medicamento com prescrições de combate a Covid-19.

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