De acordo com informações veiculadas pelo site G1, algumas especialistas em recursos hídricos fizeram um alerta para o risco de uma contaminação massiva do novo coronavírus no Rio de Janeiro. Entretanto, esse alerta pode ser expandido para todo o Brasil.

Segundo as informações do site citado, o responsável por fazer o alerta citado foi o médico Alexandre Arraes, que também está atuando como suplente de vereador e é ex-presidente da Frente Parlamentar de Saneamento Municipal. De acordo com o médico, um estudo publicado ainda esse mês registrou o caso de um paciente cujas fezes continham o vírus 11 dias depois da manifestação dos primeiros sintomas.

É possível afirmar que o estudo citado por Arraes foi feito pela Universidade de Stirling, localizada na Escócia. Além de citar o caso destacado, tal estudo ainda afirma ter encontrado o vírus 33 dias após o teste ter apontado para o resultado negativo. Em tese, o paciente já estaria curado.

Devido aos fatos destacados, Alexandre Arraes explicou que os dados em questão servem para que um alerta seja ligado, visto que o esgoto fica contaminado com o vírus dessa forma. Entretanto, segundo o médico, ainda não é possível determinar que possa ocorrer contágio por essa via, mas é importante estar alerta para a possibilidade, visto que ela representa um risco.

De acordo com informações fornecidas pelo G1, uma análise realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já havia apontado para a presença do novo coronavírus nos esgotos da cidade de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Essa descoberta funcionou como um indício da forma como o vírus causador da Covid-19 se espalha pelo estado em questão.

Além dos fatos destacados, é possível pontuar ainda que alguns pesquisadores chegaram a afirmar que uma análise mais detalhada a respeito disso somente seria possível em cidades nas quais uma parcela significativa da população possui atendimento pela rede de esgoto.

Além disso, um controle efetivo por parte da operadora desse serviço seria fundamental. Na cidade de Niterói, o atendimento cobre 95% da cidade.

Cedae afirma que fará estudo nas cidades do RJ

De acordo com informações da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), um estudo similar ao citado será realizado na capital do Rio de Janeiro e também em algumas outras cidades do estado.

O estudo em questão será promovido através de uma parceria entre a Cedae, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretária de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e também a Fiocruz. A atuação será realizada de forma conjunta e o trabalho será coordenado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Isso vai viabilizar a verificação da presença do novo coronavírus nos esgotos da companhia.

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