Ainda no início da pandemia do novo coronavírus, surgiram indícios de que o vírus seria mais agressivo com os homens do que com as mulheres. De acordo com informações veiculadas pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 63% das mortes que aconteceram na Europa foram de pessoas do sexo masculino.

Segundo informações do site da revista Veja, somente entre os dias 17 e 23 de maio de 2020, os dados divulgados pelo Ministério da Saúde no Brasil mostravam que o total de 54,4% das pessoas hospitalizadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma das principais consequências da Covid-19, eram homens.

Além disso, ainda é possível destacar um estudo publicado na revista Frontiers in Public Health. De acordo com a pesquisa citada, ainda que as mulheres possuam as mesmas chances de contrair a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, os homens têm mais chances de falecer devido à doença citada. Na análise em questão foram incluídos dados de outras pesquisas que comprovaram um risco duas vezes maior.

Até o momento, ainda se mostra válido citar os comentários de Elie Fiss, que atua como pneumologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, localizado na cidade de São Paulo.

De acordo com Fiss, em média 200 estudos chegaram a citar o gênero como um dos fatores que estão envolvidos na progressão da doença.

Entretanto, mesmo que isso esteja correto, ainda é necessário descobrir se esses índices de morte mais elevados no sexo masculino estão ligados a questões comportamentais ou mesmo a questões orgânicas.

Homens cuidam menos da saúde, afirma profissional

Segundo a opinião de Fernando Facio, urologista do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), os homens possuem menor tendência ao autocuidado.

Além disso, eles acabam consumindo mais cigarros e álcool do que as mulheres.

Para além dos fatos destacados, Facio ainda mencionou que homens possuem índices mais elevados no que se refere às doenças crônicas como a hipertensão e a diabetes. Além disso, eles têm tendências maiores a não adotar os tratamentos adequados para as condições citadas anteriormente.

Portanto, essa combinação de fatores, na opinião do urologista, os torna mais suscetíveis às infecções, em especial as que possuem natureza respiratória.

Portanto, é possível afirmar que um organismo previamente debilitado por condições de saúde anteriores ou mesmo por um estilo de vida negativo, poderia ter mais dificuldades no que se refere a uma resposta a doenças como a Covid-19, justificando os índices de mortalidade mais elevados entre os homens, conforme todos os dados apresentados até o momento.

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