As baterias incendiárias do Led Zepplin se silenciaram no dia 25 de setembro de 1980, com a morte de John Bonham. Foi o começo do fim da legendária banda Led Zepplin, após 11 anos de estrada e oito discos. Bonham foi eleito pela revista Rolling Stone EUA, em 2016, como um dos 100 melhores bateristas de todos os tempos. A morte dele causou um choque na banda, que resolveu parar devido à ausência do colega e amigo.

Bonham foi encontrado sem vida na casa do guitarrista Jimmy Page pelo empresário Benji Le Fevre e o baixista John Paul Jones.

A causa oficial da morte foi por asfixia. No dia anterior, 24, o baterista estava com os demais integrantes da banda ensaiando para uma turnê nos EUA, após o sucesso de várias apresentações na Europa. Testemunhas lembram que antes e depois da reunião ele bebeu altas doses de vodca. A versão oficial diz que o músico engasgou com o próprio vomito depois de um consumo estimado de 40 doses do destilado. A polícia não encontrou vestígios além de um caso de consumo excessivo de álcool

A turnê nos EUA foi cancelada e durante vários meses aconteceram especulações a respeito do substituto de Bonham.

O que não aconteceu. Muito pelo contrário, dia 4 de dezembro de 1980 foi anunciado pelos músicos restantes o fim do Led Zepplin. A declaração oficial da banda a respeito do episódio falava do "profundo sentimento de harmonia inseparável", que resultou na decisão de não continuarem.

Baterista insubstituível

Após 39 anos da morte de Bonham, seu sucesso é incontestável. Seu filho Jason Bonham foi o responsável pela ressuscitação da banda em 1988 e 2007.

Jason tocou apenas nessas duas apresentações especiais.

Em depoimento para a revista Rolling Stones no final de 2018, o filho de Bonham contou o real motivo para o fim da banda, que já era de certa forma conhecido, mas havia muita especulação. Jason imaginava que depois do estrondoso sucesso da apresentação de 2007, eternizada no álbum Cebration Day, a banda voltaria aos palcos, opinião compartilhada pelo guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones, após a apresentação e as seis semanas de ensaios juntos.

"Eu pensei que faríamos mais", revela Jason, muito animado e motivado na época, para substituir o pai na bateria. Mas o líder do grupo, o vocalista Robert Plant, respondendo à pergunta do filho de Bonham se voltariam a tocar juntos disse: "não é a mesma coisa". Plant reafirmou que não conseguiria voltar ao palco em outras apresentações e continuar tocando como se nada tivesse acontecido, referindo-se à morte de Jason.

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Entretanto, Plant iniciou uma longa carreira solo.

A expectativa do retorno do Led Zeppelin ocorria por um acontecimento similar na banda The Who. Keith Moon, que era baterista e integrava a banda inglesa desde o início, em 1964, morreu dois anos antes de Bonham e a vida continuou para o The Who.

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