Brad Pitt, em seu discurso de agradecimento pelo Oscar conquistado na categoria Melhor Ator Coadjuvante, na cerimônia ocorrida no último dia 9, em Los Angeles, homenageou a categoria que não mostra o rosto nas telas de Cinema, porém, realiza o trabalho importante de substituir as estrelas nas cenas mais perigosas de um filme. “Está na hora de darmos um pouquinho de amor para os nossos dublês”, disse o astro.

Pitt ganhou seu primeiro Oscar como ator ao interpretar o personagem Cliff Bouth, um dublê do personagem de Leonardo DiCaprio no filme “Era uma vez em...

Hollywood”, de Quentin Tarantino. Esta foi a quarta indicação de Brad Pitt em um categoria de atuação, ele já possui um Oscar como produtor do longa “12 Anos de Escravidão”, de Steve McQueen.

Melhor dublê

A categoria de profissionais corajosos sonha agora em ter sua profissão homenageada no Oscar, eles argumentam que seu trabalho é tão importante quanto o de técnicos de som, maquiadores ou pelos responsáveis por efeitos visuais, todas estas categorias têm seu lugar garantido na maior premiação do cinema.

O dublê de filmes e treinador Daniel Locicero, morador de Los Angeles, afirma que este Oscar ganho por Brad Pitt dá um bom destaque para a profissão. O profissional já trabalhou em produções como: "Dunkirk" e "Missão impossível: Efeito Fallout". A categoria tem seu trabalho reconhecido no SAG Awards, a premiação do Sindicato de Atores de Hollywood. Os vencedores da última edição foram as equipes de dublês de “Vingadores: Ultimato” e da série “Game of Thrones”.

Medo

O dublê Jack Gill é o líder da campanha de reconhecimento da categoria pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, a associação responsável pela realização do Oscar sempre se mostrou temerosa de acrescentar uma categoria que homenageasse os dublês.

É o que acredita Gill, o profissional declarou que entre as razões dadas pela Academia para que a profissão não seja mencionada no Oscar é a de que os dublês possam assumir riscos desnecessários para ganhar um Oscar.

Jack Gill rebate este argumento dizendo que se isto fosse verdade, os responsáveis pelos efeitos especiais fariam a mesma coisa, pois eles são responsáveis por explosões e fazem coisas voarem.

Locicero diz que outro motivo para que Hollywood tenha reservas quanto a reconhecer o trabalho dos dublês é que estúdios têm medo que o público veja o que existe por trás das câmeras. Muitos dublês pediram que os atores os ajudem em sua causa.

A relação de amizade entre um ator e se dublê vista na produção de Quentin Tarantino, é algo que é próximo da realidade, garante Locicero, ele diz que já treinou pessoas de relativa fama e que criou uma conexão com estas pessoas.

Daniel Locicero acredita que depois da fala de Brad Pitt no Oscar, este é o momento de fazer pressão pela causa o mais forte possível que a categoria possa fazer.

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