Encontrar água fora do planeta tem sido um objetivo perseguido por cientistas espaciais de todo o mundo. Analistas de pesquisas promovidas pela NASA – Agência especial dos Estados Unidos – acreditam que existe mais deste líquido precioso no planeta Marte do que antes imaginavam. O planeta é alvo de exploração da sonda Mars Recoinnaissance Orbiter, em funcionamento na sua superfície. De acordo com a interpretação dos dados enviados pela sonda, a água congelada encontrada em uma região do astro poderia inundar toda a superfície do planeta vermelho caso fosse derretida.

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Para chegar a esta conclusão, os cientistas da Universidade do Texas (EUA) coletaram e analisaram as informações enviadas pela sonda marciana. Um radar levado pela nave é capaz de analisar e revelar o que existe no subsolo do Planeta Vermelho a uma profundidade de até 2,5 quilômetros. É o suficiente para promover novas interpretações quanto a natureza de Marte.

Muita água em Marte

Os novos dados são reveladores.

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De olho no Planeta Vermelho, Stefano Nerozzi, um dos pesquisadores do projeto, disse que se surpreendeu ao identificar o que poderá ser o terceiro maior reservatório de água congelada em Marte depois das calotas polares.

As pesquisas atuais têm o objetivo de reunir dados para uma possível ocupação humana do Planeta Vermelho, no futuro. E se depender da existência de água, as possibilidades aumentam.

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Ciência

Ainda de acordo com as novas informações, os cientistas acreditam que a reserva de água congelada em Marte inundaria a superfície do planeta se fosse toda derretida. E a profundidade dessa inundação seria em torno de um metro e meio.

Natureza da água marciana

Em estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, Nerozzi acredita que exista um depósito de água e areia no polo norte de Marte.

Diz ainda que este depósito está lá há centenas de milhões de anos, sob a calota de gelo. Uma imagem produzida pelo radar que equipa a sonda marciana revelou a estrutura desse depósito. Trata-se de gelo em placas horizontais alternadas com areia.

O pesquisador informa ainda que, a medida em que essas placas se estendem em direção norte, elas aumentam em volume. Para Nerozzi, o gelo atual pode ser sobra de calotas antigas que derreteram.

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Vida no Planeta Vermelho

A importância desses registros servem para revelar como foi o clima de Marte em tempos remotos. Os atuais estudos também nutrem os cientistas de informações com o objetivo de mapeamento dos locais em Marte com possibilidades de existência de água. E as experiências não terminam por aí. É a contínua busca por sinais de vida fora da Terra, começando por Marte.

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