O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, planeja integrar as mensagens de seus serviços WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger, informou o jornal The New York Times nesta sexta-feira (25). O trabalho para fundir as três redes sociais já começou, segundo o NYT, e deve ser concluído até o final de 2019 ou no início do próximo ano. “Queremos construir as melhores experiências de mensagens que pudermos; e as pessoas querem que as mensagens sejam rápidas, simples, confiáveis ​​e privadas”, disse um porta-voz da rede social em um comunicado.

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Como irá funcionar?

Cada serviço continuaria funcionando independentemente, mas as mensagens seriam unificadas permitindo que o usuário com registro no Facebook, por exemplo, envie mensagens para alguém que tenha conta apenas no WhatsApp ou Instagram. Ou seja, o contato poderia ser feito em qualquer uma das plataformas, desde que se possua pelo menos uma das três. A mudança também aumentaria a privacidade, já que, a rede social planeja incluir criptografia de ponta a ponta para proteger as mensagens de serem vistas por terceiros.

Até agora, WhatsApp, Instagram e Messenger foram executados como produtos separados e concorrentes. Integrar os aplicativos poderá simplificar o trabalho da empresa. Uma vez que não precisaria desenvolver versões diferentes de novos recursos, como o Stories, que ambas plataformas adicionaram.

Mais tempo nas redes sociais

Ao unir a infraestrutura, Zuckerberg pretende manter os bilhões de usuários da rede social usando por mais tempo seus aplicativos. A mudança poderá aumentar a publicidade direcionada dos anunciantes, já que no momento, seu crescimento diminuiu.

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O fato se deve as investigações e escândalos envolvendo o compartilhamento de dados de seus usuários. A gigante de Tecnologia também poderá competir mais diretamente com os serviços de mensagens do Google e com o iMessage da Apple, sugeriu Makena Kelly no site americano The Verge.

Os conflitos e escândalos

O NYT afirmou que o plano do CEO de conectar o sistema de mensagens causou "conflitos internos". A ideia foi uma das principais razões para os fundadores do WhatsApp (Jan Koum e Brian Acton) e do Instagram (Kevin Systrom e Mike Krieger) deixarem a companhia no ano passado.

A notícia também não agradou os funcionários do WhatsApp, que entraram em desacordo com o executivo-chefe em uma reunião de dezembro do ano passado.