Recentemente, diversas reclamações vêm sendo tecidas sobre os problemas e negativas recorrentes ao auxílio emergencial para reduzir as consequências econômicas do novo coronavírus. Nesta quarta-feira (22), o Ministério da Cidadania foi a público para anunciar que a segunda parcela do auxílio emergencial não poderá ser paga a partir desta quarta-feira (23), pois o Governo não tem dinheiro nos cofres públicos.

Em nota, foi ressaltado que tanto a Caixa quanto o ministério manifestaram o desejo de antecipação da segunda parcela, mas devido ao imenso número de informais que se cadastraram e de acordo com a determinação imposta pelo governo em não deixar nenhuma pessoa para trás, as expectativas foram superadas, tornando-se algo imperativo solicitar o crédito para conseguir completar o atendimento para toda a população.

Tempos atrás, o próprio Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, havia ido a público para anunciar que iria antecipar a segunda parcela do auxílio emergencial. Durante a entrevista, o político ainda afirmou que estava seguindo as determinações impostas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Já durante a manhã desta quinta-feira (23) a hashtag #auxilioemergencial estava nos trending topics do Twitter, com milhares de usuários tecendo reclamações sobre as dificuldades de receber o benefício prometido pelo governo, manifestando uma grande insatisfação com os “dados inconclusivos” que muitos estavam recebendo após pedir o auxílio.

As reclamações não param, sendo o quinto dia consecutivo que o assunto lidera a rede social.

Um internauta ainda usou sua conta para afirmar que esta é uma desculpa inventada pelo governo, após ter mais de duas semanas prometendo soltar o benefício. Diversos outros internautas também manifestaram seu repúdio com as dificuldades encontradas que rondam o auxílio.

Mulheres que criam filhos sozinhas esperam pelo auxílio

Em uma reportagem do portal G1, é exposto diversos trabalhadores informais com grandes dificuldades para receberem o benefício do governo, mostrando diversas histórias, como a de Eva da Silva Moura, uma diarista de 35 anos que teve a aprovação do auxílio emergencial no dia 14 de abril e, até hoje, não recebeu o valor.

A trabalhadora reside em Itapoã, região de baixa renda do Distrito Federal, dividindo a casa com sua filha de apenas 13 anos. De acordo com Eva, o orçamento obtido pela família variava de três clientes fiéis que ela obtinha. Entretanto, duas delas, que moram no Lago Sul, aonde há uma maior incidência de coronavírus, decidiram suspender o trabalho da faxineira.

“Eu estou precisando muito desse dinheiro. Eu to sem nada em casa”, desabafou para a entrevista.

Eva cobra R$ 150 por cada faxina, sobrando R$ 140 devido ao preço das passagens.

De acordo com ela, pelo fato e ter perdido duas clientes, aquilo que está ganhando no mês não chega nem mesmo aos R$ 600, que é o valor convencional do auxílio.

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