Em 31 de janeiro de 2020, o Reino Unido deu início à sua separação da União Europeia. Tal atitude foi apelidada de Brexit e tende a promover o aumento dos lucros das exportações brasileiras, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma lista de aproximadamente 50 produtos se encontram com alto potencial de ampliação de vendas para o mercado internacional britânico após a formalização da saída do país do bloco. Um estudo realizado pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) será divulgado oficialmente nas próximas semanas.

Acordo comercial tem 'forte possibilidade' de não sair

O Reino Unido está tendo dificuldades para fechar acordo comercial com a União Europeia e tem até 31 de dezembro para tal façanha. Mas, segundo o primeiro-ministro Boris Johnson, há uma "forte possibilidade" de o Reino Unido não conseguir fechar algum acordo comercial. Boris Johnson falou pela primeira vez que "agora é a hora" de as empresas se prepararem para o desacordo entre as partes.

Foram semanas intensas nas relações entre a União Europeia e o Reino Unido. Conversas essas sobre obstáculos que não tem sido fáceis superar, pois advém das regras relativas à pesca e a concorrência, pontos chave para ambos. Isto posto, as conversas ainda acontecem apesar dos desacordos comerciais.

Todos os países serão beneficiados após alterações tarifárias

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, com a manutenção do Brexit a CNA destacou que as alterações tarifárias são válidas para todos os países e que o exportador deve se apressar para conseguir um espaço no mercado. O economista e assessor de relações da CNA, Pedro Rodrigues, afirmou para o jornal que há complicação para fazer uma estimativa sobre o quanto as exportações irão aumentar devido à liberação das tarifas e que isso vai depender em como os agentes de todos os países irão se posicionar.

Frutas podem alcançar maior alta

Segundo informações fornecidas por Lígia Dutra, superintendente de relações internacionais da CNA ao jornal O Estado de S. Paulo, as frutas, em especial as tropicais, tendem a serem os maiores destaques para as pautas futuras. Dutra ainda destacou que cerca de 60% das vendas brasileiras exteriores são de responsabilidade da Europa Continental, e lembrou que o Reino Unido não possui produção doméstica.

Nesse sentido, a valorização será ainda maior para o exportador brasileiro.

O estudo revela ainda que as compras de limão sofreram redução tarifária em aproximadamente 14 pontos porcentuais, seguido das maçãs e uvas. Já o cacau em pó e os vinhos ingressarão no mercado britânico também com imposto menor. O segmento de óleos essenciais, como os de laranja e o de tangerina, este último é usado para curtir couro, tiveram as tarifas zeradas.

A CNA ressaltou que o Brasil é um importante fornecedor de óleos essenciais para a indústria alimentícia, de cosméticos e de limpeza no Reino Unido.

Anúncio do Brexit foi feito em maio de 2020

O governador britânico fez em maio o anúncio que culminou no levantamento do estudo. O levantamento define que, a partir de 2021, entram em vigor as mudanças concernentes ao regime tarifário de importações, com reduções de tributos e simplificações sobre os mais de 500 produtos relativos ao agronegócio.

Cerca de 37% da pauta das vendas brasileiras será beneficiada. A base está no comércio de 2019 e cerca de 15% foi classificada com produtos de qualidade, obtendo oportunidades ímpares após o Brexit. Segundo a confederação, o montante receberá um benefício aproximado de US$ 533 milhões das vendas brasileiras do país no ano anterior.

Ainda de acordo com dados do jornal O Estado de S. Paulo, os produtos listados em maior potencial para os Negócios comerciais no futuro representam US$ 79,3 milhões a mais, quando comparadas com as transações realizadas no ano de 2019.

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