As ações da Petrobras tiveram uma queda brutal após a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de trocar o comando da empresa. Na noite da última sexta-feira (19), o mandatário anunciou que o general da reserva Joaquim Silva e Luna será o substituto do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, um economista liberal que tem a confiança do ministro Paulo Guedes. As ações preferenciais da empresa fecharam em queda na segunda-feira (22), depois do recuo na última sexta. Desta maneira, a perda de valor da estatal na Bolsa de Valores atingiu R$ 102,5 bilhões.

A troca de comando da Petrobras simboliza a insatisfação do mandatário com os reajustes recentes no preço do diesel e da gasolina, o que impacta diretamente nas finanças de muitos brasileiros, que, por sua vez, reflete na popularidade de Bolsonaro.

Dilma Rousseff

A decisão do líder do Executivo fez com que políticos e economistas comparassem Bolsonaro à ex-presidente petista Dilma Rousseff, que, em seu Governo, impediu reajustes nos combustíveis, uma maneira de controlar a inflação, o que causou um prejuízo bilionário à Petrobras.

Pelo Twitter, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou que a troca do presidente da estatal quer dizer somente uma coisa: que os preços dos combustíveis serão controlados “na canetada”. Isto, inclusive, já foi visto recentemente com Dilma Rousseff. Kataguiri, que foi um dos líderes dos protestos que pediam o impeachment de Dilma em 2016, complementou dizendo que o resultado disso será “quebradeira na estatal”.

Assim como aconteceu com Dilma, a tentativa de Bolsonaro de conter a alta dos combustíveis pode resultar no oposto que ele deseja.

Ao invés da queda da inflação, a decisão pode elevar os preços, devido à desvalorização da moeda brasileira frente à moeda dos Estados Unidos. Paulo Uebel, ex-Secretário Especial de Desburocratização do governo atual, disse que esta é a situação em que o governo Bolsonaro mais se pareceu com o governo Dilma Rousseff.

Críticas

O preço dos combustíveis impacta diretamente na inflação, pois uma parcela considerável do transporte de carga no país é realizada pelas rodovias.

Sendo assim, se o diesel ficar mais caro, encarecerá também o preço do frete e isso será repassado para o consumidor final. O aumento dos combustíveis também afeta o preço do transporte público, como os ônibus, por exemplo, e ainda afeta os brasileiros que se locomovem de carro ou de moto.

Por essa razão, o governo federal sofre pressão dos caminhoneiros e da população em geral para tomar uma atitude em relação ao preço dos combustíveis.

Além das críticas de especialistas e políticos, a internet também não perdoou a atitude de Bolsonaro e foram percebidas nas redes sociais várias críticas que mesclavam a imagem de Jair Bolsonaro com a de Dilma Rousseff.

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