A equipe, batizada de Drop Team - drop significando "gota" -, em virtude do formato do veículo, é formada por estudantes de Engenharia Mecânica no campus de Erechim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).

Pesando 50 quilos e não passando de 50 quilômetros por hora, a gota anda somente a 20 quilômetros por hora - isso por questões de segurança. Mas é o suficiente, pois o que se pretende com o protótipo é o teste de conceitos teóricos, que se derem certo, podem mudar padrões de consumo.

O objetivo dos estudantes é a busca da eficiência e a racionalização dos recursos fósseis. E para isso, contam com a participação de 14 alunos e dois professores, que juntos, já conseguiram a proeza de alcançar uma economia 35 vezes maior que um veículo popular do mercado, que fazem 15 quilômetros por litro de gasolina.

Fruto da constância e consistência

A Shell Eco-marathon é uma competição internacional organizada pela petrolífera Shell.

Iniciada em 1939, conta hoje com a participação de diversos países espalhados pelo globo, incluindo categorias em diversos tipos de combustíveis.

Em 2017, os erechinenses conseguiram o terceiro lugar na competição e o título de carro mais eficiente do Rio Grande do Sul com a marca de 240,3 quilômetros por litro de gasolina.

Em 2018, conquistaram o primeiro lugar entre 19 competidores da categoria combustão interna a gasolina fazendo 424,9 quilômetros por litro.

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Garantindo assim, lugar na etapa internacional e consagrando-se como equipe com carro mais eficiente da América Latina.

Em abril de 2019 na cidade de Sonoma, Califórnia (EUA), romperam à marca que os levou a competição internacional. Fazendo 543 quilômetros por litro de gasolina, conquistaram o terceiro lugar na competição, ficando atrás de estudantes canadenses e norte-americanos.

Retribuição ao investimento público

Tudo isso não seria possível se não houvesse investimento em ciência e tecnologia.

Apesar da maior parte dos gastos com o projeto vir de patrocínios, é importante o apoio do estado em pesquisas que promovam a inovação. Uma vez que são iniciativas que fortalecem a produção científica nacional além de sustentar o desenvolvimento do mercado nacional.

Com gastos de R$ 40 mil por modelo, a participação privada fez-se imprescindível, sobretudo no que diz respeito aos gastos no desenvolvimento dos protótipos, viagens para participação de competições e compra de materiais, somando ao todo foram gastos R$ 200 mil.

Com isso, representar o Brasil em um evento tão importante é uma forma de retribuição a todo investimento público, e também demonstrar que o dinheiro dos brasileiros está sendo bem gasto.

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