O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) assinou na última terça-feira (21) contrato com a nova gráfica que será responsável pela impressão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no valor de R$151,7 milhões, 6% maior do que foi gasto em 2018.

O aumento é maior do que o índice de inflação de 4,5% registrado pelo IPCA entre junho de 2018, quando foi assinado o contrato anterior, e abril de 2019, quando foi firmado o novo acordo.

A empresa escolhida foi a segunda colocada na licitação realizada em 2016, chamada Valid.

O custo para realização do exame em 2018, pela RR Donnelley, foi de R$ 143,5 milhões. Em abril deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que não seria necessária licitação para a contratação da gráfica devido à urgência da impressão das provas para que o processo ocorra conforme o previsto.

A RR Donnelley entrou com pedido de falência em abril e informou sua saída do Brasil.

Responsável pela impressão do Enem desde 2009, venceu dois processos licitatórios, em 2010 e 2016. Este último está sob investigação do TCU por suposto direcionamento para que ganhasse a referida licitação. A denúncia foi realizada por outra gráfica que concorria no certame, Gráfica Plural, alegando condições restritivas no edital que resultaram em vantagem da RR Donnelley.

As inscrições para o Enem se encerraram no dia 17 de maio e a prova está prevista para acontecer nos dias 3 e 10 de novembro. Este ano, a prova recebeu 6,3 milhões de inscrições.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo Educação

Crises na Educação

O Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), vem sofrendo com a troca de presidentes desde o início do Governo atual. Em abril, foi anunciado o terceiro presidente do instituto em 4 meses, Elmer Coelho Vicenzi, antes delegado da Polícia Federal.

Vicenzi atuou como chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos e diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

O presidente anterior, Marcus Vinicius Carvalho Rodrigues, foi exonerado no dia 26 de março, após desentendimento com o ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez, ao determinar o adiamento da avaliação da alfabetização, a qual estava prevista para 2021. A portaria com as mudanças no Sistema de Avaliação Básica foi revogada no mesmo dia em que se publicou a exoneração de Marcus Vinicius.

Não apenas o Inep, mas o próprio MEC teve uma troca de comandantes recentemente: Abraham Weintraub se tornou ministro no dia 8 de abril. Anteriormente, Weintraub estava trabalhando na Casa Civil como secretário-executivo.

Últimas polêmicas do MEC

No dia 30 de abril, Weintraub anunciou um contingenciamento de 30% das verbas discricionárias destinadas a universidades públicas, que já vinham sofrendo com cortes pelo menos desde 2014. A restrição pode obrigar algumas instituições a fecharem as portas no segundo semestre, por não terem como pagar contas discricionárias como água e energia.

Os cortes impostos ao MEC, totalizando R$ 7,4 bilhões, afetaram também a educação básica, bem como programas específicos para creches e pré-escolas e para a alfabetização de jovens e adultos.

Nesta terça-feira (22), o Ministério da Economia recuou nos cortes e anunciou a liberação de R$ 1,587 bilhão para o MEC, mas a pasta informou que manteria um contingenciamento de R$ 5,83 bilhões no orçamento, incluindo o bloqueio que atinge as universidades.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo