O governador do Estado de São Paulo, João Doria, informou durante coletiva à imprensa nesta sexta-feira (22) que o retorno às aulas, previsto para o dia 1º de fevereiro, foi adiado para 6 de fevereiro devido ao avanço de casos do coronavírus na região. De qualquer forma, os alunos não serão obrigados a participar presencialmente das aulas, podendo optar pela categoria remota. As escolas particulares retornarão no dia 1º.

Ensino na fase da pandemia

No caso das escolas estaduais a secretária da Educação, Rossieli Soares, garantiu que o retorno dos alunos aos estudos será feito de forma híbrida em sua rede.

Funcionará portanto de forma híbrida, tanto presencial como à distância. No início de fevereiro, as escolas estarão atendendo alunos e pais para esclarecer quaisquer dúvidas.

O Governo cedeu assim às pressões dos professores que não querem o retorno das aulas presenciais até que exista segurança, devido ao risco de contágio do coronavírus. Eles se dizem preocupados com o aumento dos casos da doença no estado, e a rede municipal da capital paulista enfrenta o mesmo impasse.

Professores pressionam pelo fechamento

Em reunião realizada na quarta-feira (20), cinco sindicatos ligados à educação no município de São Paulo apresentaram uma contraproposta à prefeitura, reivindicando o retorno presencial apenas em março. Issso se houver melhorias nos indicadores de contágios, internações e mortes devido à Covid-19.

O Sindicato estadual dos professores (Apeoesp) realizou manifestação na sexta-feira (22) em frente à Secretaria da Educação, pressionando pelo não retorno das aulas em fevereiro.

O vai e volta das decisões do governo do Estado

Em reunião com a imprensa anteriormente, dia 13, no Palácio dos Bandeirantes, a secretária da Educação anunciou que as escolas estaduais retornariam as aulas no dia 1º de fevereiro com apenas 35% de sua capacidade, durante as duas primeiras semanas do ano letivo em regime de revezamento de alunos.

No início de janeiro, pelo menos 15 redes públicas estaduais - entre elas São Paulo, Paraná e Goiás - previam a retomada das atividades educacionais entre janeiro e março, após sete meses de fechamento em 2020. A pandemia do coronavírus é o principal dificultador para a tomada de decisão dos gestores públicos, e as decisões oficiais tem sido contraditórias

No dia 4 de janeiro, a secretária Rossieli defendeu enfaticamente o retorno às aulas dia 1º de fevereiro, e de forma obrigatória.

Exceto para crianças e profissionais das escolas que apresentarem estar no grupo de risco de contágio da doença. E então jogou a decisão definitiva para o Conselho Estadual de Educação.

Anteriormente, no ano passado, dia 18 de dezembro, o governador Doria mudou o entendimento em relação ao retorno das aulas presenciais, incluindo a rede básica de ensino estadual na categoria de serviço essencial. Com essa decisão, as escolas não seriam fechadas nos futuros decretos de limitação de atividades sociais e econômicas, mesmo em caso de regressão às fases mais críticas do Plano São Paulo.

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