No dia 1º de maio de 2019, o autódromo de Interlagos foi palco de recordações sobre um dos mais populares ídolos do esporte do Brasil: Ayrton Senna. No mesmo dia do Trabalho de 1994, o piloto de automobilismo perdia sua vida numa fatídica curva do circuito de Ímola, na Itália.

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Em 2019, a cidade de São Paulo, terra natal de Ayrton, mobilizou-se a fim de fazer um grande evento, denominado “Senna Day”. Logo pela manhã, as redondezas do autódromo localizado na zona sul da capital paulista registravam grande movimentação e até engarrafamento de trânsito. Uma confirmação de que mesmo após tanto tempo, o exemplo, o profissionalismo e a honestidade de Ayrton estão passando de geração em geração.

Montou-se o “Senna Day” com diversas atrações, como shows musicais e exposição de objetos que pertenceram ao tricampeão mundial da Fórmula 1.

Ídolo Ayrton Senna: evento em São Paulo marca os 25 anos de sua ausência. (Arquivo Blasting News)
Ídolo Ayrton Senna: evento em São Paulo marca os 25 anos de sua ausência. (Arquivo Blasting News)

As crianças marcaram boa presença, o que é curioso, já que elas não eram nascidas na época em que Ayrton competia. Um dos meninos declarou que Senna “era um herói, fez muito pelo Brasil e levantava a bandeira do Brasil mesmo quando o país estava nos piores momentos”.

Especial

Um dos momentos mais emocionantes foi a apresentação de um carro superesportivo denominado McLaren Senna. O veículo deu algumas voltas em Interlagos e levou o público ao delírio.

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A irmã e presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane, proferiu um discurso no qual o mais importante não é a celebração da morte, mas sim, da vida. Ela continuou descrevendo mais o lado humano do irmão, o qual era uma pessoa determinada, perseverante e com muita garra.

O 1º de maio de 1994

É bem provável que muitos brasileiros estavam grudados na Televisão naquele primeiro de maio de 1994, assistindo a mais uma corrida emocionante, etapa de San Marino.

Pouco mais de 9h, o carro de Ayrton Senna perdeu o controle ao tentar fazer a curva Tamburello. Os instantes seguintes foram de ansiedade e tensão: os primeiros socorros, a demora na avaliação médica, o transporte de helicóptero e a chegada ao Hospital Maggiore, situado na cidade vizinha de Bolonha. O último boletim foi divulgado por volta das 13h40min, relatando o que ninguém esperava: Ayrton tinha disputado seu último grande prêmio.

Daí então, surgiu uma comoção geral e coletiva ao redor do mundo.

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Da Itália ao Brasil, do Japão à Inglaterra, centenas de homenagens foram feitas. Sob a insígnia do luto e do choro, a cidade de São Paulo parou para ver Ayrton Senna da Silva passar pela última vez. Não só São Paulo como o Brasil parou. Seu respeito era tão grande que seu caixão foi conduzido por grandes pilotos de automobilismo, como Emerson Fittipaldi e o rival, o piloto francês Alain Prost.

Alguns de seus companheiros de profissão falavam que ele não era apenas o melhor entre os melhores, era um herói solitário num país que sofre por suas mazelas sociais e confusões políticas.

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Ao povo brasileiro, Ayrton significava (e ainda significa) um símbolo de hombridade e decência, dentro e fora de um trabalho que exigia competição, precisão e estratégia.

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