O vice-primeiro ministro do Japão, Taro Aso, acredita que Tóquio está sentindo os efeitos de uma "maldição" que atinge as Olimpíadas "a cada 40 anos", enquanto a crise do coronavírus continua ameaçando os Jogos.

Apesar de o Comitê Olímpico Internacional e o governo japonês insistirem repetidamente que Tóquio 2020 vá em frente conforme o planejado, a pandemia de coronavírus certamente terá um grande impacto nos Jogos, seja por meio da maneira como os atletas estão se preparando para a competição ou por um adiamento dos Jogos Olímpicos por completo.

Inúmeros ministros japoneses e funcionários do Comitê Olímpico expressaram opiniões diferentes sobre qual será o impacto nas últimas semanas, sendo o Japão um dos países asiáticos mais atingidos após o surto de coronavírus na China.

Maldição ou coincidência?

Mas Taro Aso acredita que os problemas que atualmente envolvem a segunda organização dos Jogos no Japão devem-se a uma maldição que atinge as Olimpíadas regularmente.

"É um problema que acontece a cada 40 anos - são as malditas Olimpíadas, e isso é um fato", disse Aso.

A reivindicação de Aso deriva do fato de o Japão iria seriar os Jogos Olímpicos de Verão em 1940, mas a Segunda Guerra Mundial forçou o cancelamento dos Jogos até 1948. Ao final, o Japão teve que esperar até 1964 para finalmente sediar os Jogos Olímpicos de Verão. Em 1980, países como Estados Unidos, China e Japão boicotaram as Olimpíadas que estavam sendo realizadas na União Soviética, após o país invadir o Afeganistão.

Aso também expressou opiniões um tanto suspeitas no passado, quando culpou as mulheres pela população em queda do Japão. Mais tarde, ele pediu desculpas pelos comentários.

Depois que Aso anunciou esta semana que o Japão terá que considerar adiar os Jogos Olímpicos e as nações decidirem que não enviarão atletas para o Extremo Oriente por causa de medos por coronavírus, já que "não faria sentido" realizar um torneio que já estaria esgotado.

“Como disse o primeiro-ministro, é desejável realizar as Olimpíadas em um ambiente em que todos se sintam seguros e felizes. Mas isso não é algo que o Japão possa decidir sozinho”, disse Aso.

Chefe do comitê olímpico tem suspeita de coronavirus

Havia outras preocupações na quinta-feira sobre o coronavírus no Japão, depois que foi revelado que o chefe do comitê organizador de Tóquio 2020, Yoshiro Mori, participou de uma reunião na semana passada ao lado de Kozo Tashima, vice-presidente do Comitê Olímpico do Japão e presidente da Associação de Futebol do Japão, que revelou que ele testou positivo para o coronavírus.

Mori tem 82 anos e atualmente está lutando contra o câncer de pulmão, tornando-o mais suscetível a doenças graves se contrair coronavírus, e estava sentado a 10 metros de Tashima em uma reunião realizada em 10 de março para discutir a Copa do Mundo de Rugby do ano passado.

No entanto, a assessoria de Mori disse à Reuters que ele não mostrou nenhum sintoma de coronavírus. "(Mori) vai ao hospital três vezes por semana para diálise; portanto, se ele tiver febre ou tiver outros sintomas, um médico poderá fazer o teste", disse um porta-voz do escritório de Mori.

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