Um recém-nascido testou positivo para o novo coronavírus em Londres, na Inglaterra. O exame foi realizado imediatamente após o parto da criança, devido a uma suspeita, que se confirmou após o procedimento cirúrgico, de que a própria mãe estava contaminada com o coronavírus (COVID-19). Tal relato foi proveniente de informações apuradas pelo jornal britânico The Sun, nesta madrugada de sábado (14).

Coronavírus: mãe apresentava suspeita antes do parto

A mãe do bebê já se encontrava internada há alguns dias no hospital universitário North Middlesex, localizado no norte da cidade de Londres, com sintomas de pneumonia.

Não se tem a certeza se a transmissão do coronavírus para o bebê foi realizada durante o parto ou se o contágio foi proveniente do útero da mãe. Por questões de segurança, o bebê permaneceu no hospital onde nasceu, enquanto a sua mãe teve de ser transferida para outro centro com especialidade em doenças infeciosas.

Todos os que tiveram contato com a criança ou a mãe foram indicados para isolamento, até que sejam avaliadas se foram contaminadas pelo coronavírus.

Coronavírus: Orientação para os casos na Inglaterra

Diante do acontecido, o Royal College of Obstetricians & Gynaecologists recomenda que bebês recém-nascidos não podem ser separados de nenhuma forma de suas mães, inclusive está liberado que os mesmos sejam amamentados de forma normal, mesmo contaminado pelo coronavírus. A entidade relata também que ainda não encontrou evidências concretas de como o coronavírus seria transmitido para um recém-nascido.

Além disso, segundo a instituição, é muito pouco provável que o coronavírus atrapalhe o desenvolvimento do feto no útero da mãe.

Coronavírus: mulheres grávidas não correm riscos

Diante de todo o ocorrido, segundo os especialistas as mulheres grávidas não possuem muitos riscos ao contrair o coronavírus porque geralmente desenvolvem uma forma mais branda da doença (COVID-19). A orientação é que diante de alguma suspeita de coronavírus em grávidas, só devam procurar um hospital quando apresentarem uma febre muito alta ou dificuldade significativa para respirar.

Caso se manifeste apenas sintomas leves, o melhor profissional a ser consultado é um ginecologista, beber bastante água e não sair de casa.

Todas estas orientações são tidas como fundamentais, pois além de promover uma maior segurança para a gestante e o seu futuro bebê, promovem uma maior tranquilidade para a família, diante de várias dúvidas ainda existentes acerca da transmissão deste novo vírus.

No total, a Inglaterra já acumula 21 mortes e até o momento 1.140 pessoas infectadas com o coronavírus.

Em caso parecido ocorrido no mês de fevereiro deste ano, outro bebê obteve um diagnóstico de coronavírus 30 horas após o parto na cidade de Wuhan, classificada como o epicentro da doença na China.

Porém, a mãe já foi constatada com o vírus antes do parto.

Coronavírus: evolução da doença na Europa

A OMS, através do seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mostrou de forma recente que a evolução dos casos de coronavírus no continente Europeu conseguiu superar a quantidade de casos registrados no ponto de disseminação do vírus: a cidade de Wuhan, que se encontra geograficamente na província de Hubei, na China.

“Até este momento um número de mais de 132 mil casos de COVID-19 foram informados, em 123 nações e territórios. O coronavírus alastrou-se a um ponto trágico: 5 mil pessoas morreram”, informou Ghebreyesus.

A Itália, considerada o maior centro de epidemia do coronavírus fora a própria China, registra em torno de 15 mil casos confirmados e aproximadamente mais de 1.000 mortes até esta presente data.

Sobre atos de proteção e assepsia que podem ser adotados pessoalmente, Tedros orientou sempre manter a higiene das mãos em dia.

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