No último domingo (11), terminou o jejum de campeão para o time de basquete Los Angeles Lakers. Depois de dez anos, a taça foi levantada pelos integrantes da camisa roxa e dourada da Califórnia.

O troféu da temporada 2020 da NBA significa muito mais do que trazer a taça para Los Angeles: mais do que vencer o Miami Heat por um placar relativamente confortável (106 a 93), a equipe liderada por LeBron James consegue igualar o feito há muito tempo registrado pelo time do Boston Celtics. Ambos possuem 17 títulos cada e, agora, são recordistas em número de conquistas.

Uma coincidência que se repete no último título vencido pelos Lakers em 2010, exatamente contra o Boston Celtics.

Naquele ano, a principal estrela do time de Los Angeles era Kobe Bryant. Muito lembrado pelo time atual após a vitória, Bryant morreu no início deste ano, após um acidente de helicóptero.

Caso o Miami Heat ganhasse o jogo, haveria o derradeiro e sétimo jogo em que, obrigatoriamente, um dos finalistas se sagraria campeão. Não foi preciso: na sexta etapa, o Lakers “liquidou a fatura” –como se diz na gíria.

Surpresa e vitória esmagadora

Se foi fácil a conquista? Não, nada disso. É que o Miami Heat se revelou como uma grata surpresa ao eliminar favoritos ao título como o Milwaukee Bucks. E deu dificuldade para os Lakers. Porém, não impediu de expandir a lista de recordes colecionados por LeBron James.

O camisa 23 da equipe roxa foi considerado o jogador mais valioso dos playoffs.

Perfeito no sistema defensivo, o Los Angeles Lakers chegou a abrir 35 pontos de vantagem sobre o rival no terceiro quarto. Mesmo com a bobeira de resolver o campeonato no jogo 5, a equipe comandada por LeBron James e seu companheiro de dupla, Anthony Davis, não perdoaram dessa vez.

É a quarta conquista de LeBron James na NBA e, portanto, acostumado com a glória. Já para o parceiro Davis é o primeiro título na Liga Americana de Basquete.

Por trás do show

O resultado tão positivo do Los Angeles Lakers é comparável a uma chuva depois de um longo período seco, se olharmos do ponto de vista interno da franquia.

Além de lidar com as críticas pela falta de títulos nos últimos 10 anos, os Lakers atravessavam um período tenso e difícil fora da quadra.

Com o triunfo de ontem, fecha-se um período bem conturbado, pois entre os anos de 2014 e 2019 o time roxo e dourado sequer tinha se classificado para os playoffs. Em 2016, ano de despedida de Kobe Bryant do basquete, os Lakers chegaram a ser considerados um dos piores times da Liga, acumulando muito mais derrotas que êxitos nas partidas.

A vinda de James em 2018 e de Davis em 2019 começou a levantar a poeira do esquecimento e dos maus desempenhos anteriores; ainda assim, seriam mais dois anos de adiamento e de certa decepção. O próprio LeBron James era visto com desconfiança pelos entusiastas do Los Angeles Lakers, habituados a torcer contra ele.

Com a chegada de Anthony Davis, a dupla entrou em sintonia um com o outro e gerou uma química perfeita, uma composição comum dentro do basquete e experimentada por outros “monstros sagrados” do esporte como Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar.

Logo após o término do jogo, LeBron James declarou em quadra que “fazer parte da história dessa franquia incrível é um sentimento inacreditável. Todos aqui, do técnico aos jogadores, assim como eu, queremos ser respeitados”. Era uma referência à descrença do desempenho do time como um todo, intensificada por anos sem título.

Do outro lado dos Estados Unidos, os torcedores e habitantes de Los Angeles se contentaram em acompanhar a distância as emoções de uma decisão que acontecia na Flórida, uma vez que a pandemia não permitiu o acompanhamento ao vivo, dentro do ginásio oferecido pela Disney.

Mas será muito difícil conter a alegria e a explosão de felicidade dos torcedores que viram seus “anjos sem asas” voarem literalmente em direção ao halo chamado de cesta e cravarem seus pontos na tabela.

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