Uma notícia curiosa e assustadora acabou ganhando repercussão em vários veículos de comunicação pelo Brasil, e principalmente no Ceará, durante a crise do coronavírus referentes à compra de 15 mil túmulos por parte do Governo estadual.

Esta notícia curiosa partiu de uma afirmação do secretário de Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, em conversa com empresários.

A justificativa para esta compra vem devido a uma estimativa das autoridades do Ceará de 250 mortes por dia no início de maio somente em Fortaleza, provocadas pelo novo coronavirus.

Para o secretário, o sistema de saúde do Ceará colapsou, não conseguindo mais atender todos os pacientes que necessitam de uma UTI.

Além das filas para as Unidades de Terapia Intensiva e um número crescente de casos de coronavirus, secretário também vê a possibilidade dos profissionais de saúde ficarem sem os equipamentos de proteção individual, aumentando assim os riscos no exercício do trabalho.

Ceará pede socorro durante a pandemia do coronavírus

O secretário de Saúde do Ceará escreveu uma carta para o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informando a situação do estado, deixando claro que o sistema de saúde cearense colapsou. A secretaria de Saúde questiona os repasses do Governo Federal, informando que são insuficientes para o momento.

O Ministério da Saúde repassou R$ 126,6 milhões para os 184 municípios do Ceará, levando em consideração o número de casos de coronavirus por município. O governo do Ceará recebeu R$ 39 milhões, não sendo suficiente para cobrir todos os gastos que estão realizados para contenção do vírus no estado.

O número de casos confirmados com covid-19 chegam à marca de 2.291 pessoas, conforme dados do IntegraSUS desta quarta-feira (15). Fortaleza é o município com mais concentração de casos, com 1.946 pessoas infectadas. A capital registrou 93 óbitos, sendo a cidade com mais casos de óbitos, em comparação aos 17 óbitos espalhados por vários municípios.

Hospital de campanha em Fortaleza

Devido ao crescente número de casos de covid-19 em Fortaleza, a prefeitura municipal decidiu por construir um hospital de campanha, no Estádio Presidente Vargas (PV), com o custo inicial para seu funcionamento de R$ 80 milhões; levando em consideração custos com equipamentos, instalações, contratação de pessoal e funcionamento por quatro meses.

Muitos questionamentos surgiram em relação ao local e o custo para o funcionamento do hospital temporário. O Ministério Público pediu mais informações sobre a obra, diante da possibilidade da ampliação de hospitais já existentes. A notificação foi feita através de um ofício à Secretaria de Saúde de Fortaleza.

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