Com a pandemia da coronavírus, a rotina do mundo mudou, a Covid-19 vem crescendo de forma exponencial e mesmo seguindo a orientação do Ministério da Saúde, os profissionais ficam na linha de frente e vivenciam situações que colocam em risco. Além de seguir o protocolo, o Governo deve garantir recursos para que médicos e enfermeiros estejam protegidos da doença.

A rotina dos agentes de saúde neste momento é completamente incerta, mesmo, seguindo protocolos que auxiliam como proceder, ainda assim, existem muitas dúvidas se haverá leitos suficientes, insumos e profissionais para atender a demanda nos hospitais.

Profissionais de saúde ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que situações semelhantes às que ocorreram na China e na Itália devem acontecer no país.

Na China, cerca de 1,7 milhões de agentes de saúde foram afetados pela Covid-19. Com sistema sobrecarregado, um dos principais fatores foi a falta de proteção adequada.

Por que o coronavírus afeta os profissionais de saúde?

Profissionais de Saúde em todo o mundo estão pagando um alto preço na luta contra o novo coronavírus. Milhares de profissionais foram infectados e o número de mortos está crescendo. Ainda que sejam utilizados equipamentos de proteção, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde tendem a contrair mais o vírus do que outras pessoas e desenvolver sintomas mais graves.

De acordo com especialistas, isso ocorre porque grande parte dos profissionais são expostos por uma quantidade elevada do coronavírus, além de apresentar possíveis condições que os tornam ainda mais vulneráveis como faixa etária, possuir diabetes e doenças cardíacas.

Estes profissionais estão constantemente em contato com pacientes que estão com quadros graves do coronavírus.

Assim sendo, possuem uma grande quantidade de vírus no corpo.

Medidas de proteção para coronavírus

Em aspectos geral, uma pessoa infectada transmite o coronavírus para até 3 pessoas. No entanto, um paciente do hospital de Wuhan passou o vírus para 14 profissionais de saúde. Mesmo uma pessoa saudável terá muita dificuldade de lutar contra todos esses vírus.

No momento, não é possível saber exatamente quanto essa exposição pode afetar os profissionais de saúde. Na Itália, 6.200 profissionais foram infectados por coronavírus, a Espanha possui um número semelhante de 6.500.

Contudo, não é o momento de tirar conclusões precipitadas a partir destes dados. Entretanto, com a falta de medidas de controle, os centros de saúde pode se tornar locais de disseminação do coronavírus.

Devido ao risco, explica-se o motivo de tantos agentes de saúde em todo o mundo cobrando de autoridades equipamentos de segurança. Há falta de itens de segurança necessários para trabalhar, a escassez de máscaras é uma realidade em vários países.

Profissionais do SUS enfrentam coronavírus

A reportagem especial feita pelo site Agência Pública revelou que os profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) estão confeccionando seus próprios escudos faciais para se proteger. O site conversou com profissionais do SUS em diferentes localidades do Brasil e eles desabafaram sobre a situação de trabalho no qual estão vivendo.

Em Pernambuco, trabalhadores do interior se deparam com a falta de equipamentos e muitos profissionais estão trabalhando com vínculos precários e submetendo a trabalhar em qualquer condição para não perder o emprego.

No Hospital da Restauração, em Recife, profissionais contaram para o veículo que estava faltando sabão e até água nos banheiros do hospital e por conta própria eles estavam levando de casa álcool em gel e sabão, pois estão incomodados com a higienização das salas.

Um enfermeiro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na periferia de São Paulo que não quis se identificar, por temer retaliações, falou para o site da Agência Pública que o único acessório de proteção que não falta são as luvas, porém, as máscaras foram racionadas. O fabricante orienta usar por duas horas, no entanto, os profissionais estão usando por seis horas. Com isso, profissionais ficam expostos e os pacientes também.

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