Desde o anúncio oficial em janeiro de 2016, o gigantesco planeta 9 era encarado com cautela pela Agência Espacial Americana (Nasa). Ela alegava a necessidade de observações mais aprofundadas para atestar ou refutar a existência daquele corpo celeste.

Porém, no início de outubro, após meses de análises, a NASA concluiu que o planeta 9 existe nas bordas geladas do nosso sistema solar, escondido em meio a gélida escuridão daquela região.

O comunicado, feito na página do Laboratório de Propulsão a Jato (Jet Propulsion Laboratory), avalia que o monstruoso planeta, com dez vezes a massa da Terra e 20 vezes mais longe do Sol do que Netuno – considerado o mais distante desde então – está, nas palavras dos cientistas: “esticando as órbitas dos corpos distantes, talvez até inclinando todo o sistema solar de um lado” – confira o anúncio.

Apesar da avaliação positiva, o planeta 9 ainda não foi observado. Seus sinais são indiretos, captados a partir das oscilações gravitacionais.

De acordo com Konstantin Batygin, astrofísico responsável por acompanhar esse novo mundo, que trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena (Estados Unidos), não há como negar a realidade.

Segundo o cientista, a inexistência de um planeta gigante nos confins do sistema solar geraria ainda mais dúvidas. Em síntese, a permanência do astro nas bordas daquela região serve para explicar a inclinação dos planetas.

“Se você fosse remover essa explicação e imaginar que o Planeta 9 não existe, então você gera mais problemas do que você resolve”, argumenta Batygin.

No entanto, os mais afoitos podem ficar tranquilos.

A NASA ressalta não haver a mínima chance dele se aproximar da Terra. “Se um planeta está lá, é extremamente distante e permanecerá assim, sem chance - no caso de você se perguntar - de colidir com a Terra, ou trazer dias de escuridão”.

Batygin acrescenta que os modelos computacionais encontraram cinco fatores predominantes da permanência do astro naquela área.

Entretanto, o aspecto fundamental diz respeito a influência exercida sobre os objetos no cinturão de Kuiper, que se estende desde a órbita de Netuno.

A permanência do gigantesco corpo celeste explica o fato dos objetos do Cinturão orbitarem na direção oposta de todo o resto do sistema solar. “Nenhum outro modelo pode explicar a estranheza dessas órbitas de alta inclinação", declara o astrofísico.

Até o momento, não há consenso sobre a origem do astro.

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Ele pode ter surgido no nosso sistema solar, ou ser um planeta errante que foi capturado pela gravidade do Sol.

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