A Indonésia está localizada entre o Sudeste Asiático e a Austrália, e é considerado o maior arquipélago do mundo. O país também é conhecido por preservar antigas tradições, como grande parte dos países asiáticos, algumas delas são pra lá de estranhas. Os habitantes de Tana Toraja, uma região montanhosa tratam seus mortos como vivos.

Para os membros do povoado, os espíritos das pessoas mortas permanecem presentes nas casas, no povoado e na vida dos entes por toda a eternidade. A curiosa crença com seus rituais peculiares chamou a atenção do fotojornalista Claudio Sieber que realizou uma sessão de fotos no povoado.

Para o povoado de Tana Toraja a morte é o momento mais especial da vida. Tão logo um membro da povoação morre, seus entes começam a tratar a pele e a carne com uma solução composta de água e formol.

A tradição enxerga corpos doentes e espíritos presentes

O corpo adoece, mas o espírito permanece vivo e são entre o povoado, por isso os mortos merecem ser tratados como se vivo estivessem.

Os que falecem são tratados como doentes e jamais como mortos, e merecem todo cuidado e carinho de seus familiares, os cuidados vão desde a alimentação até umas boas tragadas.

Os corpos mesmo em estado de putrefação são banhados e as roupas trocadas.

No povoado indonésio há o sepultamento do morto, mas o ritual tem uma particularidade, ele pode ocorrer anos ou até mesmo décadas depois da morte da pessoa e mesmo após o enterro, é comum os corpos serem desenterrados e levados a casa da família para receberem um banho e serem alimentados, esse ritual é chamado de Maene (cuidar dos ancestrais).

Por meio desse ritual os mais novos membros do clã podem conhecer seus antepassados, num verdadeiro encontro entre o passado e o futuro.

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Para diminuir o forte cheiro dos cadáveres, os habitantes locais se utilizam de plantas secas.

Até a data do sepultamento os corpos permanecem dentro da casa da família, geralmente enrolados em cobertores e deitados em suas camas.

O alto preço cobrado nos funerais transformam as cerimônias em verdadeiras celebrações em substituição ao evento sombrio como ocorre no Ocidente. Os preços variam entre 700 milhões de rupias indonésias (aproximadamente R$ 187 mil) e 3 trilhões de rupias indonésias (aproximadamente R$ 979 mil), muitas famílias recorrem a empréstimos bancários para bancar o evento.

A curiosa tradição do povo tem chamado a atenção de turistas que se multiplicam para registrar a harmoniosa e festiva união entre vivos e mortos.

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