Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (1°), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou grande preocupação com o avanço da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Para ele, ao entrar no quarto mês desde o início da pandemia da Covid-19 pelo mundo, a crescente escalada e disseminação global de infecções causa grande preocupação que deve ser assimilada por todos.

A previsão de Ghebreyesus é que nos próximos dias o mundo alcance a marca de um milhão de casos e 50 mil mortes. O diretor da OMS ressaltou que embora os números na África, América Central e Sul sejam baixos, o coronavírus poderia provocar sérios danos econômicos, sociais e políticas para estas regiões.

Intensificação do combate ao coronavírus

Embora a grande preocupação na coletiva cedida por Tedros Adhanom Ghebreysus fossem os números atuais de contaminados e mortos e a perspectiva quanto ao futuro, o diretor também abordou sobre as pesquisas e possíveis medicamentos para combater o vírus, bem como apresentar a eficácia do uso de máscaras no combate à doença.

O diretor ressaltou que a OMS está trabalhando em parceria com governos e empresas para a produção e entrega de itens de segurança a profissionais que atuam na linha de frente quanto ao tratamento dos acometidos pela doença. A OMS tem investido em campanhas que estimulam o uso de máscaras, luvas e demais itens de proteção individual.

O diretor deixou claro que o investimento em equipamentos de segurança devem ser prioridades em todos os países, pois somente dessa forma haverá a redução do número de novos contaminados por parte daqueles que atuam diretamente no combate à pandemia.

Os profissionais de saúde estão muito expostos à doença, vez que o contato direto com os pacientes da Covid-19 é inevitável, então não há outra forma de protegê-los, se não por meio do uso dos equipamentos.

O diretor mostrou preocupação quanto aos países que não conseguem investir em itens básicos de segurança aos profissionais da área da saúde.

Para ele, estes profissionais estão na linha de frente e merecem todo respeito e cuidado por parte dos governantes e autoridades.

A maioria dos países vem seguindo as orientações da OMS, que reafirma a todo instante que somente por meio de medidas severas a pandemia será controlada em todo o mundo.

A economia frente ao coronavírus

Em dias de combate à Covid-19, o isolamento social tem sido o grande aliado contra a contaminação em massa, dessa forma milhares de trabalhadores pelo mundo estão afastados de seus postos de trabalho e sem renda, nesse sentido a economia mundial acendeu o alerta para uma grande recessão, para o diretor, é necessário a criação de programas de bem-estar social capazes de garantir acesso a uma renda mínima aos milhares afetados pela pandemia.

Segundo o diretor da OMS, os mais vulneráveis socialmente sofrerão mais com o caos econômico. Para ele, a ajuda financeira vindo do estado é essencial para a sobrevivência dos mais pobres. O diretor aproveitou a entrevista para afirmar que em ligação ao Banco Mundial e ao FMI solicitou a alívio das dívidas de países com essas organizações.

Ao comentar sobre a preocupação com a economia global, o diretor salientou que todas as medidas que puderem ser tomadas pelos países a fim de proteger sua população de uma possível crise devem ser tomadas, no entanto, a grande preocupação das autoridades deve ser mesmo a preservação da vida, reforçando a necessidade do isolamento social.

O enfrentamento ao coronavírus é responsabilidade de todos

O diretor da OMS tem cobrado a responsabilidade de todos os governantes e autoridades da saúde, para ele o enfrentamento ao coronavírus é dever de todos, os países devem trocar informações e prestar solidariedade uns com os outros a fim de eliminar a pandemia de forma universal.

Em todo o mundo já são mais de 873 mil infectados, com 43 mil mortos e 184 mil curados.

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