Na manhã desta sexta-feira (22), militares venezuelanos atiraram contra um grupo de civis que tentavam manter aberto um trecho de um bloqueio feito pelos soldados na fronteira do Brasil com a Venezuela. A situação no local é muito tensa. Conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas.

Na noite de quinta-feira (21), o ditador Nicolás Maduro ordenou que a fronteira com o Brasil fosse fechada para que não seja possível o recebimento da ajuda humanitária vinda de vários países para o povo venezuelano. O receio de Maduro é que haja interferências externas no país com a entrada dessa ajuda.

De acordo com as informações do jornal Washington Post, desta sexta, um comboio militar se aproximou de uma comunidade indígena perto da fronteira entre os dois países. Um grupo de civis tentou evitar que o comboio se aproximasse mais. No entanto, eles foram recebidos a tiros pelos soldados venezuelanos, segundo o jornal El Nacional.

Numa resposta contra o Governo de Maduro, 30 moradores da redondeza foram ao local e sequestraram três funcionários do governo. Conforme informações de Tamara Suju, advogada dos Direitos Humanos, os três funcionários só serão soltos pelos indígenas caso o ministro da Defesa da Venezuela, Padrino López, vá buscá-los pessoalmente.

Os civis que enfrentaram os soldados pertencem ao grupo indígena Pemones, que está unido à oposição para que a ajuda humanitária estrangeira possa chegar até os venezuelanos mais necessitados.

Guaidó versus Maduro

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que foi reconhecido por vários países, inclusive o Brasil, travou uma grande batalha com Nicolás Maduro. Guaidó afirma que a ajuda humanitária vai sim chegar até o povo, não importa as circunstâncias que isso vai proporcionar.

Para Maduro, há um disfarce nisso tudo. Ele acredita que possa sofrer intervenções estrangeiras.

Com isso, determinou às Forças Armadas que não deixassem a ajuda humanitária atingir seu objetivo.

Segundo informou a Folha de S.Paulo, Os EUA estariam pressionando o Brasil para que use força militar a fim de que a ajuda humanitária chegue ao seu destino. Entretanto, a área de Defesa Brasileira resiste a essa ideia e quer evitar ao máximo o conflito.

A Rússia acusou os EUA de usar essa ajuda para entrar no país com seus soldados para conseguir derrubar o ditador Nicolás Maduro.

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