O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, anunciou, neste sábado (23), que chegou o momento dos Estados Unidos agirem diante da crise na Venezuela. Através de seu Twitter, Pompeo avisou que medidas serão tomadas contra todos aqueles que evitam que a Venezuela restaure a sua democracia. O secretário ressaltou a importância de agir para ajudar o povo venezuelano que está desesperado passando por diversas necessidades. O apoio do Brasil e da Colômbia foi citado na publicação de Pompeo.

De acordo com o secretário de Estado, a ajuda humanitária deve entrar na Venezuela a fim de amenizar o sofrimento do povo.

Pompeo saudou o presidente da Colômbia, Ivan Duque, por ter demonstrado uma liderança nesse momento de crise, e reconheceu que o Brasil está apoiando ao enviar recursos que serão destinados ao povo da Venezuela.

Dia tenso

O sábado (23) foi um dia tenso nas fronteiras entre a Venezuela e o Brasil e a Venezuela e a Colômbia. Caminhões com toneladas de mantimentos tentavam entrar no país venezuelano para chegar até o povo que sofre com a falta de comida e medicamentos.

No entanto, por determinação de Nicolás Maduro, as fronteiras foram fechadas. Vários conflitos marcaram o dia.

Em um discurso, Maduro ressaltou que a comida doada por vários países era "podre" e recusou receber a ajuda humanitária. Segundo o ditador, se quiser alimentos do Brasil ele compra, não quer nada vindo de graça. O ditador também anunciou o rompimento de suas relações com a Colômbia e reiterou que não vai sair do poder.

Caminhões com vários alimentos foram incendiados pela Polícia Nacional Bolivariana, conforme informações do jornal venezuelano 'El Nacional'. Um dos jornalistas do veículo relatou a tensão desse momento e disse que presenciou transportes de bens arderem em chama. Voluntários teriam ainda tentado salvar alguma coisa para não perder todos os produtos.

Pedido

Mike Pompeo pediu para que a força militar da Venezuela permita a entrada de ajuda humanitária e proteja os civis de ataques ordenados por Maduro. Pompeo também elogiou as atuações do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó. Ele tem o reconhecimento dos Estados Unidos, do Brasil e vários outros países. Contudo, Maduro ainda tem ao seu lado outros países como: China, Turquia e Rússia.

Para o Governo de Donald Trump, Maduro está no poder sem legitimidade já que teria fraudado as eleições. Entretanto, o ditador venezuelano afirma que os Estados Unidos quer invadir a Venezuela se aproveitando dessa ajuda humanitária que entraria no país.

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