Alí Domínguez, ativista do chavismo dissidente do governo do presidente Nicolás Maduro, acabou morrendo nesta quarta-feira (6) após ser alvo de um violento crime. Ele foi espancado com crueldade e o caso ainda permanece um mistério. As informações e o alerta vieram dos órgãos dos Direitos Humanos da Venezuela e dos opositores ao regime de Maduro.

O jornalista estava prestes a completar 27 anos e morreu em um hospital público de Caracas. Segundo dados do hospital e divulgados pela ONG, ele teve traumatismo craniano, ossos quebrados e dentes arrancados.

Ele foi encontrado inconsciente em uma estrada movimentada da capital venezuelana por policiais que faziam patrulha.

Até o momento, as autoridades não se manifestaram sobre o crime e nem passaram informações sobre em que estágio estariam as investigações.

Através do Twitter, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) lamentou a morte do jornalista e se solidarizou com a família de Alí Domínguez. O sindicato pediu Justiça.

Trajetória

Domínguez era porta-voz de uma universidade da Venezuela fundada por Hugo Chávez, no entanto, não compactuava com o regime de Nicolás Maduro.

De acordo com o partido Vontade Popular, de Leopoldo López, que está em prisão domiciliar, é necessária uma investigação rígida para chegar até os culpados e saber o motivo de tanta barbaridade. O partido também ressaltou que Domínguez teria denunciado casos de corrupção envolvendo o governo de Maduro.

Conforme informou o jornal O Globo, Domínguez desapareceu após a participação em uma reunião de voluntários de ajuda humanitária chefiada pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Vale ressaltar que Guaidó é reconhecido como presidente por mais de 50 países, incluindo Brasil e Estados Unidos. Entretanto, Rússia, China, Turquia e outros ainda apoiam Maduro.

Bloqueio

A Venezuela ainda mantém bloqueio na fronteira com o Brasil pelo 14ª dia consecutivo. As determinações foram feitas por Maduro, que tenta impedir a entrada de ajuda humanitária ao país com receio de que soldados americanos possam aproveitar e invadir a Venezuela.

A região já foi alvo de vários protestos e conflitos envolvendo civis e soldados venezuelanos.

Ônibus e caminhões chegaram a ser incendiados. Entretanto, venezuelanos e brasileiros continuam a entrar e sair do país por rotas clandestinas em meio à mata. Os percursos levam até cinco horas de caminhada.

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