No Japão, um professor universitário que lecionava farmacologia está sendo comparado ao personagem Walter White, protagonista da série de televisão “Breaking Bad”, ao ser investigado sob suspeita de ensinar seus alunos a produzirem MDMA, entorpecente popularmente conhecido como ecstasy, e também uma droga chamada 5F-QUPIC.

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O professor Tatsunori Iwamura, de 61 anos, dava aulas de farmacologia na Universidade de Matsuyama, de Ehime, no Japão, quando teria ensinado um grupo de alunos a fabricarem drogas ilícitas.

De acordo com informações passadas pelo jornal Extra, o professor teria alegado que as instruções passadas e que culminaram com a fabricação das substâncias ilícitas tinham o intuito de promover e aumentar o conhecimento dos alunos.

As drogas ensinadas pelo docente e seu assistente foram o ecstasy e o 5F-QUPIC, droga que teria sido totalmente banida do país em 2014, devido aos altos índices de acidentes de trânsito e transtornos provocados nas ruas do Japão.

Professor de universidade japonesa ensinou alunos a fabricar ecstasy. (Arquivo Blasting News)
Professor de universidade japonesa ensinou alunos a fabricar ecstasy. (Arquivo Blasting News)

Professor assume ter ensinado alunos a fabricarem drogas

Questionado quanto às instruções passadas aos alunos, o professor Tatsunori Iwamura assumiu ter ensinado os estudantes a produzirem MDMA (ecstasy) e também 5F-QUPIC, no ano de 2013, um ano antes da substância entorpecente ser banida do Japão, devido às altas incidências de acidentes de trânsito.

De acordo com informações divulgadas pela divisão de combate às drogas do país asiático, estima-se que cerca de 11 estudantes produziram os entorpecentes sob a supervisão de Tatsunori Iwamura.

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Universidade se desculpa publicamente

A fim de se desculpar pela atitude do professor contratado e seu assistente nas aulas de farmacologia, a Universidade de Matsuyama emitiu um pedido de desculpas publicamente e informou que estará tomando as devidas medidas contra os responsáveis pela ação, assim que a investigações forem concluídas pela Polícia local.

Apesar das autoridades japonesas seguirem diversas denúncias anônimas que levaram os investigadores até o paradeiro do docente, a polícia local não conseguiu constatar a presença de ecstasy durante as buscas realizadas no interior do laboratório da Universidade de Matsuyama, bem como na residência de Tatsunori Iwamura.

Embora não tenha sido encontrado MDMA, os investigadores localizaram traços de 5F-QUIPIC, no laboratório coordenado pelo docente na instituição de ensino.

Se condenado pela Justiça japonesa, o professor poderá passar até 10 anos recluso.

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