Morando em Londres há quase dois anos, a brasileira Larissa Zanata falou nesta quarta-feira (18), com exclusividade para a Blasting News, sobre a rotina na cidade após o surto do coronavírus, a forma como a população local tem se comportado na questão da prevenção, a falta de alguns produtos nos supermercados e como a pandemia atrapalhou uma viagem que faria ao Brasil nesta semana.

De acordo com a brasileira, de 30 anos, até duas semanas atrás a população estava tranquila, mas após a confirmação dos primeiros casos na cidade as pessoas sentiram um baque, porém elas ainda buscam manter a vida normal, agora seguindo as medidas preventivas.

“As pessoas estão focando nisso: se eu posso ficar em casa e fazer o bem para os outros, por que vou sair na rua?”, diz.

Larissa contou ainda que por enquanto nenhum conhecido seu contraiu o vírus e ressaltou que tem tomado todos os cuidados necessários.

Coronavírus faz massas sumirem das prateleiras

Alguns brasileiros que vivem na Europa têm postando nas redes sociais imagens de gôndolas de supermercado vazias. Questionada se tem presenciado esse tipo de situação na capital inglesa, Larissa contou que há dificuldade em se encontrar papel higiênico, produtos enlatados e massas nas grandes redes.

“As prateleiras estão vazias de algumas coisas. Massa é impossível de encontrar. Eu fui em seis supermercados para encontrar e não achei em nenhuma rede grande da Inglaterra.

Achei em uma vendinha de esquina, fiquei até surpresa”, disse.

Sobre a rotina da cidade, ela relatou que as escolas, academias e transporte público seguem funcionando normalmente, mas que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que as escolas serão fechadas na próxima sexta-feira (20).

Saúde pública no combate ao coronavírus

Sobre o atendimento médico, Larissa disse que o sistema de saúde inglês, chamado de NHS, funciona bem e que já recorreu a ele quando precisou fazer uma cirurgia no ano passado. “Nesse sentido é ótimo”, aponta.

Ela conta que no país existem as chamadas clínicas gerais, às quais as pessoas se dirigem quando estão com algum problema e, dependendo da gravidade do quadro, são encaminhadas para especialistas.

Por conta da pandemia de coronavírus, o governo pediu para que as pessoas que se sentirem mal não vão diretamente até essas clínicas, mas aguardem em torno de cinco dias em casa. Se os sintomas persistirem, aí sim elas devem entrar em contato com o NHS, que fará o devido atendimento.

Coronavírus impediu viagem ao Brasil

Larissa é uma das pessoas que tiveram que mudar seus planos e cancelar viagens em razão do coronavírus. Ela revelou que tinha comprado há alguns meses passagem para uma viagem ao Brasil, que estava marcada justamente para esta quarta-feira (18). “Eu tive que mudar de última hora a passagem, foi uma dor de cabeça. As coisas mudaram muito rápido”, lamentou.

Sobre a preocupação dos familiares, ela acredita que eles estejam tranquilos, uma vez que vem tomando todos os cuidados e que também não faz parte do grupo de risco, composto por pessoas acima dos 60 anos de idade e portadores de doenças respiratórias.

“Eles sabem que estou me cuidando, que estou fazendo os trabalhos de casa. E por não estar no grupo de risco, acho que eles ficam mais tranquilos”, disse.

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