É inegável que os vulcões são uma das forças mais destrutivas da Natureza. Quando entram em erupção, dependendo de suas magnitudes, afundam ilhas, provocam tsunamis e devastam populações que vivem em suas redondezas ou proximidades. Umas das mais devastadoras foi a explosão do vulcão de Krakatoa, localizado na Ilha de Krakatoa, no Estreito de Sunda, na Indonésia.

A primeira explosão ocorreu em 1883

Krakatoa já é um conhecido nosso, de 1883, quando o vulcão entrou em erupção pela primeira vez na ilha de Krakatoa. Considerado um dos eventos vulcânicos mais mortais da história, a explosão do poderoso vulcão espalhou fumaça, impedindo as pessoas de saírem de suas casas, ocultando até mesmo a luz do sol, como apontam alguns estudos.

Não se sabe ao certo quantas pessoas morreram, mas registros daquela época estimam que mais de 36 mil pessoas morreram em consequências diretas e indiretas da explosão do vulcão.

Tudo aconteceu em agosto de 1883, no Estreito de Sunda, na Indonésia. A população local já registrava atividades sísmicas antes mesmo da explosão, que não demorou muito para acontecer. Foi no dia 27 de agosto do ano de 1883 que as coisas pioraram na ilha. Cerca de quatro grandes explosões aconteceram na Ilha de Krakatoa, provocando tsunamis de até 30 metros que arrastaram casas e corpos de pessoas, que só foram encontrados tempos depois após o desastre.

Os especialistas estimam que a explosão é o equivalente a 200 megatoneladas de TNT, o que fez com que a erupção entrasse para a história como um dos maiores e mais mortais eventos vulcânicos de todos os tempos.

Para se ter uma noção, em condições catastróficas o evento é comparável à explosão do Monte Vesúvio, que destruiu Pompeia no ano de 79 d.C.

Em 2018 é a vez de Anak Krakatoa explodir

Após a extinção de Krakatoa, uma nova cratera surgiu há cerca de 90 anos no mesmo local, sendo batizado de Anak Krakatoa (filho de Krakatoa, em indonésio).

Desde o seu nascimento, Anak Krakatoa se encontra em "estado de atividade eruptiva semiperpétua", como classificam os especialistas. Apesar de apresentar pequenas erupções, Anak Krakatoa permanece sob estreita vigilância há 10 anos, em decorrência do que ele provocou em 1883.

Ele é considerado o "filho" de Krakatoa e foi o responsável pelo tsunami que assolou duas ilhas do território indonésio, em 2018.

O evento vulcânico não foi tão mortal como o primeiro, mas provocou uma série de destruições na ilha e resultou na morte de cerca de 281 pessoas, deixando mais de mil pessoas feridas. O evento aconteceu na noite de sábado de dezembro de 2018, nas ilhas de Sumatra e Java, que ficam próximas a ilha de Krakatoa.

A situação foi muito complicada porque o fenômeno não foi precedido por um terremoto, sinal que serve de alerta para as autoridades alertarem a população e garantir a segurança das pessoas. As ondas gigantes foram provocadas após um deslizamento sob a água que aconteceu em decorrência da explosão do vulcão.

Agora em 2020, Anak Krakatoa volta a explodir

Anak Krakatoa voltou a entrar em erupção na Indonésia, provocando uma coluna de fumaça que chegou a 500 metro de altura.

De acordo com o portal G1, essa é a mais longa desde dezembro de 2018. A erupção ocorreu após uma explosão que aconteceu na madrugada deste sábado (11). Até o momento as autoridades locais ainda não registraram nenhuma vítima, como aconteceu em 2018, quando morreram 281 pessoas.

O acontecimento deixou as autoridades da Indonésia em alerta, já que se trata de uma das áreas mais propensas a sofrer desastres naturais do planeta, pois o país fica localizado no que os especialistas chamam de "Anel de Fogo do Pacífico". É lá onde estão localizadas as placas tectônicas, fazendo do país um dos principais alvos de erupções e terremotos do planeta.

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