Neste último sábado (8), uma família de Nova Jersey, nos EUA, decidiu batizar sua filha mais nova em uma Igreja na cidade de Hillside. O batizado da menina não foi um dia tão feliz, como Julia Vicidomini e sua família esperavam.

O padre que realizava a cerimônia se incomodou e expulsou Nicky, seu filho mais velho, de 7 anos, que é autista, por estar incomodado com barulhos realizados pelo garoto enquanto brincava.

Relatos da mãe

Julia relatou que seu filho Nicky é um autista não-verbal e que ela decidiu levá-lo para a igreja pelo fato de que só estariam presentes o padre e os familiares, fazendo com que ela se sentisse extremamente confortável, pois Nicky não sofreria com os barulhos causados pela multidão.

A mãe conta que seu filho começou a brincar com uma bola, o que acabou causando um pouco de barulho. A avó de Nicky estava acompanhando o neto o tempo todo para evitar que ele se machucasse, mesmo assim o padre o expulsou da igreja, “Leve-o para fora. Fora, fora, fora!”, teria dito o padre.

Ainda de acordo com Julia, no momento em que o padre pediu que retirassem o menino da igreja e repetiu diversas vezes "fora", ela tentou explicar a condição de Nicky e que se tratava de uma criança especial. Todavia, o padre não deu importância às explicações, voltando a pedir que retirassem o garoto dali, pois ele estava causando distrações.

Igreja

A igreja onde tudo ocorreu é frequentada por Julia e sua família desde a infância, porém, a atitude do padre faz com que a família não queira mais voltar à igreja.

Julia, que ficou extremamente chateada com a postura do padre, revelou que vai procurar uma igreja que seja mais receptiva no tratamento das crianças especiais e familiares.

A igreja ainda não se manifestou sobre o caso, porém a arquidiocese de Newark divulgou uma nota lamentando o ocorrido e se desculpando.

Nota

Em notam a arquidiocese se desculpa pelo comportamento considerado "abrupto" por parte de um de seus padres. A arquidiocese ainda alega que o padre não tinha conhecimento do diagnóstico de Nicky e, ao não entender o comportamento do menino autista, mostrou-se despreparado para lidar com a situação e acabou tomando uma atitude nada pastoral.

Ainda em nota, mencionaram que o padre havia reconhecido seu erro e lamentado profundamente o ocorrido. O escritório Arquidiocesano para o Ministério Pastoral com Pessoas portadoras de Deficiência está em contato direto com a família de Nicky, para que eles sejam apoiados, e um trabalho está sendo realizado em conjunto para que seja possível chegar em uma resolução pastoral em torno do tema com o objetivo de que familiares e pessoas com deficiência sejam tratadas com maior consciência pela comunidade religiosa.

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