Na manhã desta quarta-feira (21), um incêndio de grande proporção atingiu o prédio da sede do Instituo Serum, na cidade de Pune, na Índia.

O Instituto é o maior fabricante de vacinas do mundo, incluindo as vacinas contra o novo coronavírus desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford, com capacidade produtiva de aproximadamente 50 milhões de doses por mês (cerca de 1,6 milhões de doses diárias). O incêndio começou por volta das 15h20 do horário local (6h50 no horário de Brasília).

Vacinas contra Covid-19 não foram afetadas

A principal preocupação do incêndio, além de possíveis vítimas, era a capacidade produtiva e o estoque das vacinas contra o novo coronavírus, no entanto, o diretor do instituto, Adar Poonawalla, afirmou que o acidente não atingiu o estoque das vacinas contra o novo coronavírus e nem o setor produtivo.

Segundo Poonawalla, o prédio atingido pelo fogo era destinado à produção de vacinas contra o rotavírus.

As vacinas contra o novo coronavírus fabricadas pelo Instituto Serum, inclusive, foram aprovadas pela Anvisa na última semana. A agência aprovou o uso de 2 milhões de doses do imunizante em caráter emergencial. O governo Bolsonaro, no entanto, não conseguiu concluir as negociações para importação das doses.

Tragédia teve vítimas fatais

Inicialmente Adar Poonawalla tinha comemorado o fato de que além das vacinas contra o novo coronavírus, o incêndio não tinha feito nenhuma vítima, no entanto, segundo o prefeito de Pune, Murildhar Mohol, após o incêndio ser controlado e quatro pessoas serem evacuadas do prédio, foram encontrados cinco corpos vítimas do fogo.

Após a confirmação das mortes, Poonawalla usou o Twitter para prestar condolências às famílias das cinco vítimas do acidente.

Brasil não conseguiu importar vacinas do instituto

O Ministério da Saúde chegou a fechar acordo de aquisição de 2 milhões de doses do imunizante produzido pelo laboratório indiano e chegou a colar adesivos no avião que faria o transporte, no entanto, as negociações falharam e a Índia exportou apenas para os países vizinhos, deixando o Brasil para trás.

A confusão na importação vem com a revelação de que o país, junto com a África do Sul, propôs para a Organização Mundial do Comércio a quebra temporária das patentes dos insumos para fabricação das vacinas, o que segundo o governo indiano aumentaria a linha de produção. O Brasil, no entanto, se opôs à proposta por considerar ineficiente.

Índia vive momento crítico com a pandemia

O incêndio ocorre em um momento crucial do país. A Índia é o segundo país com mais casos de Covid-19 no planeta, mais de 10,6 milhões de indianos já contraíram a doença, sendo que pouco mais de 152 mil perderam a vida por complicações decorrentes da infecção do novo coronavírus.

A campanha de vacinação no país começou no último sábado com o uso das vacinas da AstraZeneca/Oxford e da Bharat Biotech, empresa local. O governo indiano pretende vacinar 300 milhões de pessoas até o início do segundo semestre de 2021.

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