O atual senador e ex-presidente da Argentina, Carlos Saúl Menem Akil, ou apenas Carlos Menem como era conhecido, morreu neste domingo (14).

O político já vinha com a saúde debilitada há cerca de um ano. Em junho de 2020 foi diagnosticado com uma forte pneumonia. No fim do ano teve insuficiência renal e foi induzido ao coma. Nas últimas semanas, após passar por exames de rotina na próstata, teve constatada uma infecção urinária somada a complicações cardíacas. Ele ainda sofria de diabetes.

Menem nasceu na província argentina de La Rioja, cidade de Anillaco.

Casou-se em 1966 com uma síria-argentina, Fátima Zumela, com quem teve uma filha e um filho. Eles se separaram em 1991. Em 2001, Carlos Menem casou-se novamente, desta vez com a miss universo 1987 Cecilia Bolocco.

Carreira política de Menem

O ex-presidente argentino Carlos Menem foi o político que governou o país sul-americano por mais tempo de forma ininterrupta, entre os anos de 1989 e 1999.

Sua passagem pela presidência tinha como ponto forte o liberalismo e privatizações. Fixou o dólar ao peso, o que acarretou grave crise financeira após o seu mandato.

Embora eficaz no combate à inflação, a taxa de desemprego era alta, chegando aos 20%.

Seu governo foi chamuscado de acusações de corrupção. Também sendo alvo de fortes críticas nas investigações do atentado na Embaixada Israelita, em 1992, e a Comunidade judaica, em 1994.

O político ainda tentou restabelecer o contato cordial com o Reino Unido, após a quebra de relações por causa da Guerra das Malvinas.

Condenação à prisão

Há dois anos, Carlos Menem chegou a ser condenado pela Suprema Corte Argentina a três anos e nove meses de prisão por fraude na venda de um imóvel na década de 1990. Na época do julgamento, Menem ocupava o cargo de senador e tinha imunidade parlamentar.

O ex-presidente só seria detido caso seus colegas do Senado aprovassem a prisão, o que não aconteceu.

De acordo com a sentença, o imóvel pertencia ao Estado e ficava situado numa das áreas de classe alta da capital argentina, Buenos Aires. Menem autorizou a venda por US$ 30 milhões, mas de acordo com a justiça, o valor do imóvel era de US$ 131 milhões.

Com isso, foi imputado a Menem o crime de peculato (desvio de recursos públicos).

Presidente argentino lamenta morte

Apesar da trajetória controversa, a morte de Carlos Menem traz comoção. O atual presidente argentino se manifestou através de sua conta no Twitter. "Com profundo pesar soube da morte de Carlos Saúl Menem. Sempre eleito na democracia, foi governador de La Rioja, presidente da Nação e Senador Nacional. Na ditadura foi perseguido e preso. Todo o meu carinho para (sua primeira esposa) Zulema, (sua filha) Zulemita e todos os que hoje choram por ele", escreveu o presidente.

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