O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou neste domingo (23) que determinou que fosse realizada uma análise sobre a Intentona Comunista, que aconteceu há 83 anos. De acordo com ele, o principal objetivo é evitar derramamento de "sangue verde e amarelo".

A Intentona Comunista, que também é conhecida como Revolta Vermelha de 1935, foi uma tentativa de golpe contra o Governo de Getúlio Vargas e que foi armada por alguns militares com o apoio do Partido Comunista Brasileiro. A estratégia deles, na época, era uma ideia de revolução comunista onde se buscava a abolição da dívida externa, a reforma agrária e um governo de base popular.

Segundo Villas Bôas, por meio de seu Twitter, ele pediu para que fosse feita essa análise para que isso nunca mais aconteça no país. Conforme sua publicação, ele não quer ver mais irmãos contra irmãos se matando por um ideologia diversionista, onde cai por terra o "sangue verde e amarelo".

A intentona Comunista havia sido liderada pelos tenentistas, como, por exemplo, Luís Carlos Prestes, que criou a Aliança Nacional Libertadora (ANL).

Nesse ano de 1935, vários oficiais acabaram sendo mortos com a reação do governo nos quartéis. Essa rebelião acabou sendo contida. Hoje, o Exército realiza cerimônias de homenagens aos soldados mortos.

Declarações de Bolsonaro

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), também se manifestou sobre essa Intentona Comunista, durante um discurso em 1995, na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro lembrou que os comunistas foram derrotados em 1935 e, depois, em 1960, década em que se iniciou o regime militar. Na visão de Bolsonaro, esse movimento ainda tem vestígios através dos trabalhadores sem-terra.

Em 1995, o capitão chegou a dizer que essas tropas comunistas estão infiltradas nesses movimentos que pedem reforma agrária.

Segundo ele, os supostos invasores estão municiados e bem treinados, entretanto, mal-disfarçados.

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