O Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente Jair Bolsonaro e da primeira-dama Michelle, ficou um pouco menos vermelha. Nesta quinta-feira (3), as cadeiras do palácio que eram dessa cor foram retiradas do local e em seu lugar foram colocadas outras na cor azul.

Questionada sobre a mudança do mobiliário, a Presidência respondeu que não houve nenhum pedido para a troca do mobiliário e que as cadeiras azuis faziam parte do acervo original do Palácio, porém foram usadas na posse presidencial.

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Já as vermelhas são de reservas e serão guardadas no depósito.

A princípio, o presidente desejava morar na Granja do Torto, porém, atendendo a um pedido da primeira-dama, decidiu usar mesmo o Palácio da Alvorada como residência oficial, onde também ficará a filha Laura, de sete anos, e sua enteada, Letícia, de 19 anos.

O último presidente a morar no Alvorada foi Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. Já Michel Temer, apesar de ter passado alguns dias lá, preferiu seguir morando no Palácio do Jaburu, residência reservada ao vice-presidente.

A residência oficial foi usada por Temer apenas para reuniões de trabalho, jantares e cafés da manhã com jornalistas.

Apesar da assessoria da presidência afirmar que a troca não foi pedida pelo presidente, em seu discurso de posse na última terça-feira (1º), Bolsonaro disse que “nossa bandeira jamais será vermelha”, em alusão a comunismo e aos partidos de esquerda. Ele também costuma associar essa cor ao Partido dos Trabalhadores.

Presidente propõe idade mínima para aposentadoria

Em entrevista concedida ao SBT, o presidente Jair Bolsonaro que uma das ideais, de caráter inicial, do governo é estabelecer a idade mínima para aposentadoria em 57 anos para mulheres e 62 anos para os homens.

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Enviado à Câmara ainda no governo de Michel Temer, o projeto de reforma previa idade mínima de 65 anos tanto para homens quanto para mulheres. Após ela ser analisada pela comissão especial, houve uma alteração que reduziu para 62 anos a idade mínima de aposentadoria para as mulheres.

De acordo com Bolsonaro, o sistema previdenciário entrará em colapso em dois ou três anos, caso as reformas não sejam realizadas. Somente neste ano, de acordo com previsões do governo, haverá um déficit na casa dos 308 bilhões de reais.

Antes de enviar a proposta para o Congresso, Bolsonaro defendeu que ela seja antes analisada pela Câmara. “A boa reforma é aquela que passa na Câmara e no Senado, não a que está na minha cabeça”, disse.

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