A eleição acabou, Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República, mas um dado curioso sobre o pleito foi divulgado apenas nesta quinta-feira (10) pelo jornal O Globo. O candidato petista Fernando Haddad venceria Bolsonaro se a disputa pelo Planalto se desse apenas entre os presos provisórios de todo o Brasil.

O levantamento do jornal foi feito com base nos dados oficiais. Segundo o levantamento, 7.934 presos tiveram direito ao voto. Esse número representa apenas 3,34% dos prisioneiros sem condenação definitiva, que é de cerca de 237 mil em todo o país.

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É que para votar, além de não ter a sentença transitada em julgado, o que mantém os direitos políticos do indivíduo, o local onde o presidiário cumpre sentença precisa ter a seção eleitoral montada pela Justiça Eleitoral.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, cumpre pena de 12 anos e um mês pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele foi condenado em segunda instância e não votou porque na sede da Polícia Federal há menos do que o número mínimo de presos para que a Justiça Eleitoral montasse uma seção para votação.

No segundo turno das eleições presidenciais, disputada entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), foram montadas 220 seções em presídios para que os condenados provisórios pudessem exercer o direito de votar. Haddad levou a melhor e alcançou uma vitória esmagadora contra o adversário.

Dos quase oito mil presos que votaram, o petista venceu com 82,47% dos votos. Isso significa que Bolsonaro alcançou apenas 17,53%. A diferença é gigante comparando o resultado oficial da votação.

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Bolsonaro foi eleito presidente

A eleição de 2018 ficou marcada pela impossibilidade de Lula concorrer à presidência. O ex-presidente foi condenado em segunda instância e acabou barrado pela Lei da Ficha Limpa. Com isso, ficou impedido de concorrer e teve que dar lugar para Fernando Haddad.

Durante a campanha, Haddad visitou Lula na sede da Polícia Federal, em Curitiba, diversas vezes. O ex-presidente foi apontado como mentor da candidatura e Haddad passou a ser chamado de fantoche pelos adversários.

O petista foi ao segundo turno e enfrentou Bolsonaro. O político conservador levou a melhor e alcançou pouco mais de 55% dos votos. Quase 58 milhões de eleitores votaram em Bolsonaro. Haddad, com 45%, recebeu cerca de 47 milhões de votos. A diferença entre eles, de mais de 10 milhões de votos, foi considerada grande.

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