O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta quinta-feira (3) que o Governo Jair Bolsonaro notou uma "movimentação incomum" bem no final do governo do presidente Michel Temer. Segundo ele, foram realizadao vários tipos de exonerações e nomeações e repassados recursos para ministérios que deixaram dúvidas no ar. Tudo será analisado pelo novo governo.

Bolsonaro se reuniu com seu vice, general Hamilton Mourão, e seus 22 ministros. Entretanto, nenhuma medida concreta foi tomada. O presidente pediu que todos os ministros fizessem um relatório de todos os gastos das pastas que chefiarão para fazer uma análise.

Para Bolsonaro, é de se estranhar o alto volume de gastos ocorridos nos últimos dias. Ele quer saber para onde foi o dinheiro e por qual razão foi utilizado, no caso, se há suporte estabelecido que aprovasse tal gastos.

O ministro da Casa Civil também disse que o novo presidente pretende optar por um modelo onde possa reunir toda a estrutura de administração direta nos estados e capitais em apenas um único local. Um dos motivos disso seria buscar soluções já que a União possui 700 mil imóveis e ainda precisa alugar espaços.

Exonerações

Para Onyx, o ex-presidente Michel Temer não teve "coragem" para poder limpar do governo servidores ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Diante disso, o ministro explicou o motivo dele exonerar 320 funcionários de cargos de confiança que estavam ligados à sua pasta.

Em seguida, eles farão parte de uma triagem para saber se identificam com o governo de Bolsonaro. Se for confirmado que eles estão no cargo mediante indicações ocorridas nos governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, os servidores serão demitidos definitivamente.

Para Onyx, Temer já podia ter feito isso, seria o caminho mais sensato com a entrada de Bolsonaro.

O ministro afirmou que é preciso ter no governo pessoas que trabalhem com os conceitos e ideias daquele que venceu as eleições, representando a maioria do povo. Outro ponto destacado por Onyx foram as críticas feitas contra os governos passados. Ele disse que há 30 anos as ideias socialistas e comunistas fizeram parte do Brasil e isso tem que acabar agora.

Prioridades

Na entrevista, o ministro não informou quais seriam as prioridades do governo para os próximos dias. Contudo, defendeu a a exoneração de mais de 300 servidores da Casa Civil e afirmou que "todos os ministros estão autorizados a proceder de maneira semelhante" em suas pastas.

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