O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez uma postagem nesta segunda-feira (25) enaltecendo o empenho do seu ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Bolsonaro comentou sobre a visita de Moro à Europa e reiterou que o ministro articula acordos de combate às drogas juntamente com os governos dos líderes do velho mundo.

A intenção do Governo, segundo informou o capitão, é buscar estratégias similares aos órgãos europeus na apreensão de bens de traficantes.

Conforme informações do texto que foi compartilhado pelo presidente, a ANBSC (Agência Nacional para Administração e Destinação dos Bens Sequestrados e Confiscado do Crime Organizado) é a responsável por bens que eram de traficantes.

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Quando os bens são retidos, fica a cargo de um juiz determinar um administrador para poder dar seguimento ao destinos dos imóveis.

O governo Bolsonaro quer criar essa agência brasileira que atuará nos mesmos moldes da europeia. Entretanto, tudo dependerá do Congresso. Será enviado como Projeto de Lei ou Medida Provisória. É necessário aprovação na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal.

Desavenças

Na última quarta-feira (20), Moro e Rodrigo Maia tiveram um desentendimento.

Moro pediu agilidade para que o projeto anticrime não fique parado. Contudo, Maia se sentiu ofendido com a pressão do ex-magistrado e disse que ele era apenas um "funcionário de Jair Bolsonaro". Maia também criticou o projeto anticrime dizendo que é apenas um "copia e cola" de um projeto já apresentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O ministro da Justiça rebateu o presidente da Câmara e falou que para alguns o combate ao crime pode ser adiado. No entanto, "o povo brasileiro não aguenta mais", disse Moro.

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Foco na Previdência

Nesta segunda-feira (25), Bolsonaro se reuniu com seus ministros e disse que o momento é de focar na "pacificação" e na "Previdência". O presidente deu a entender que os conflitos com Rodrigo Maia já foram superados. Segundo informações do blog do jornalista Valdo Cruz, do portal G1, participantes da reunião com o presidente avaliaram a conversa e chegaram a conclusão de que a ordem é "não jogar mais lenha na fogueira" e buscar o caminho da aprovação da reforma da Previdência.

Bolsonaro também admitiu que não conversou com Maia e que não quer clima de rivalidade com ele. Contudo, Bolsonaro não comentou se pretende marcar algum encontro com o presidente da Câmara.